3 de julho de 2017

PREFEITURA avalia custos para retomada de obra no Campeche

 Degradado e alvo de recorrentes ações de vandalismo, o futuro novo posto de saúde do Campeche é emblemático da cultura política que permeia o país acerca de obras públicas. Inacabado ao término do governo anterior, embora tenha consumido toda a rubrica destinada a sua edificação (cerca de R$1milhão), o posto permanece jogado às traças, sem previsão de retomada e entrega à população do bairro, que segue se espremendo num posto acanhado, em condições precárias.
A Secretaria de Saúde municipal, através de sua assessoria de imprensa, trata logo de não alimentar muitas expectativas. A assessora Carla Argolo – o secretário Carlos Alberto Justo da Silva não pode retornar ligação deste redator -, avisa que não existe previsão sobre prazo de retomada das obras, que se encontrariam em fase de levantamento de custos. Outras cinco obras na área da saúde, também inconclusas ao término da gestão anterior, estariam na mesma situação.
“A idéia é que no segundo semestre sejam publicados os editais de licitação para contratação destas obras”, afirmou a jornalista, acrescentando que todas devem ser bancadas com recursos próprios do município. Acerca do posto do Campeche, garante que não existem sobras de caixa do contrato anterior, ao contrário do que se especulava. O custo da retomada, no entanto, é controverso. Os R$ 700 mil estimados já são dados como insuficientes, embora o prédio já esteja quase 80% concluído.
MÉDICOS – A assessora da secretaria esclarece, por outro lado, que o recente anúncio do chamamento pela Prefeitura de 23 médicos para atuarem nos postos de saúde da capital não significa incorporação imediata dos profissionais. Em função do processo burocrático que envolve as contratações, a previsão é de que os primeiros iniciem atividades somente em meados de agosto, com a incorporação de todos até o final do ano. Os 23 médicos vão repor perdas de profissionais em 13 postos da capital, dois deles no Sul da Ilha, no Morro das Pedras e Alto Ribeirão.
(Foto: Anselmo Doll/Divulgação/Arquivo/JC)