12 de setembro de 2017

CONCLUSÃO de novo acesso ao Sul da Ilha deve levar mais dois anos

 Moradores do Sul da Ilha não terão vida fácil no que tange à solução para o drama dos congestionamentos. Enquanto o elevado do Rio Tavares deve demorar pelo menos mais oito meses para ficar pronto – numa perspectiva otimista -, a conclusão do novo acesso ampliado ao aeroporto da capital, que permitirá uma nova rota alternativa de acesso à região, dificilmente acontecerá antes de 2019.
Apesar da iminente conclusão das obras no trecho que abrange do Trevo da Seta até o acesso ao Campo do Avaí, e também no trecho final do complexo viário, entre o futuro novo aeroporto e o acesso à Rodovia da Tapera, o novo complexo viário permanecerá sem efetiva funcionalidade como solução de tráfego para o Sul da Ilha, exceto para quem se deslocar para o atual aeroporto.
Isso porque permanece sem solução o impasse envolvendo a definição do percurso a ser adotado para um trecho de 2,6 quilômetros de rodovia, que será o elo de ligação entre os dois trechos em execução. O governo estadual pleiteia que contorne um trecho de mangue para evitar um custo estimado em cerca de R$ 100 milhões com desapropriações, mas até hoje não recebeu o sinal verde dos órgãos ambientais.
O superintende regional do Deinfra, Cléo Quaresma, calcula que a partir da abertura da licitação, ainda sem prazo previsto para acontecer, a execução deste trecho remanescente demande em torno de 12 a 18 meses para ser executado. Isso remeteria a sua entrega, na melhor das hipóteses, para o final de 2018. O cronograma original de ampliação do acesso ao aeroporto, atrelado também ao novo terminal, previa sua conclusão ainda para a Copa do Mundo de 2014.
“A minha esperança é que isso seja equacionado logo, o Sul da Ilha não merece ficar tanto tempo esperando por uma solução de mobilidade”, assinalou. Quaresma ressalta, no entanto, que mesmo os trechos avançados ainda possuem alguns imbróglios importantes. No Lote 1A, que vai do Trevo da Seta ao Campo do Avaí ainda existem nove imóveis a serem desapropriados, sendo sete residências e dois estabelecimentos comerciais.
Nem a entrada em cena do grupo suíço que obteve a concessão do futuro novo aeroporto da capital vai ajudar muito o Sul da Ilha no processo de sensibilização do governo estadual. Isso porque o planejamento da Zurich Airports é ainda mais elástico, com previsão de botar em operação o novo terminal somente no segundo semestre de 2019. Não é improvável até que a conclusão do novo acesso se arraste para ser entregue ‘novinho’ aos gringos.
(Foto: Milton Ostetto/Divulgação/Arquivo/JC)