6 de fevereiro de 2018

SOB PRESSÃO de suíços, nova estrada deve ficar pronta em 2019

 Com pelo menos cinco anos de atraso em relação ao cronograma original, que previa sua conclusão ainda antes da Copa do Mundo de 2014, a novela das obras do novo acesso ampliado ao Sul da Ilha acaba de ganhar novos e decisivos capítulos. Isso pelo menos é que anunciou o governo estadual, com pompa e circunstância, durante recente evento de exibição da licença obtida para iniciar a execução do último trecho pendente da rodovia, de pouco mais de 2,6 quilômetros.
Em meio a um staff no cerimonial de exibição do documento que incluía até mesmo o secretário de Turismo Leonel Pavan, além do futuro governador-tampão Eduardo Pinho Moreira, o secretário estadual de Infraestrutura,  Luiz Fernando Vampiro, prometeu inaugurar a obra em julho do próximo ano, três meses antes da prometida inauguração do novo aeroporto da capital, agora sob a batuta de um grupo suíço.
O súbito deslanche do licenciamento para execução final da obra, que se arrastava há dois anos, foi notoriamente pautado a contemplar interesses do grupo estrangeiro, que insinuava até desistir da concessão do Hercílio Luz a persistir a indefinição sobre a conclusão da obra. Sob denominação de Floripa Airport, a subsidiária do grupo suíço Zurich Airport assumiu oficialmente as operações do aeroporto da capital no dia 03/01.
Não obstante a afago dirigido aos europeus, a obra terá importância crucial para os cerca de 60 mil moradores do Sul da Ilha, que hoje se afunilam pela SC-405 para chegar à região. A recente enchente que abalou a região e deixou-a praticamente isolada por quase dois dias, por conta do bloqueio da rodovia, deixou ainda mais flagrante a urgência da obra.
Como toda novela sempre reserva muitas emoções, o edital de licitação para execução do trecho pendente só será lançado na primeira quinzena de março, com a contratação efetiva da obra estimada para o final do primeiro semestre do ano. O governo estadual alega que, em função da indefinição sobre a liberação do trecho margeando área de preservação, o projeto final ainda carece de finalização.
O experiente engenheiro Cléo Quaresma, superintendente do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), Cléo Quaresma, calcula que o trecho remanescente a ser contratado pode ser executado num prazo de oito meses. “SE tivermos uma construtora competente, é uma obra rápida”, assinalou. Sobre os demais trechos que compõe o complexo viário, Quaresma garante que estão cerca de 90% concluídos, restando algumas desapropriações para viabilizar sua integralidade. (Foto: Divulgação/Arquivo/JC)