1 de dezembro de 2003

Usuário rejeita sistema integrado de transporte

Uma polêmica pesquisa de opinião promovida recentemente junto à população da capital apontou que 56% dos entrevistados consideram ruim ou péssimo o Sistema Integrado de Transportes da capital, que entrou em operação há pouco mais de três meses, enquanto 20,8% dos entrevistados consideram o novo sistema bom ou ótimo. Promovida pelo Fórum de Defesa do Transporte Público, entidade que reúne sindicatos de trabalhadores, associações estudantis e de moradores, a pesquisa é contestada pela Prefeitura da capital. Os coordenadores do Fórum garantem que a pesquisa obedece todos os critérios científicos e estatísticos, possuindo margem de erro de apenas 5% (para mais ou para menos). Segundo o coordenador de trabalho, o administrador Paulo Tavares, do Centro Federal de Ensino Técnico (Cefet/SC), foram ouvidas 400 pessoas com mais de 16 anos, divididas por sexo, faixa etária, grau de instrução e região. A maioria, segundo Tavares, apontou pioras no serviço de transporte após a entrada em operação do SIT. Conforme a pesquisa, mais de 68% dos entrevistados reclamaram do aumento do tempo da viagem, 52% consideram que o número de horários diminuiu e 64% acham que os veículos estão mais lotados que no sistema anterior. A tarifa é considerada ainda “muito cara” por 85% dos entrevistados, enquanto 81% fazem restrições à funcionalidade dos novos terminais de integração. O único ponto positivo do novo sistema, segundo a pesquisa, é a estrutura dos novos terminais, considerada adequada por 59% dos entrevistados. A coordenação do Fórum informou que cópias da pesquisa serão remetidas para os 21 vereadores da capital, cobrando uma posição dos parlamentares sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o novo sistema. Um dos coordenadores do Fórum, Ricardo Freitas, disse que a entidade defende uma reformulação do sistema, com a instituição de tarifa única e um sistema de integração temporal, na qual o usuário pode trocar de ônibus quantas vezes quiser num determinado período de tempo, entre outras mudanças.