“Saímos desse impasse”, declarou o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, após reunião com o presidente do Ibama, Marcos Barros, realizada em Brasília na quarta-feira, dia 3 de março, considerando resolvida a pendência que envolve a liberação da licença ambiental concedida pela Ibama, necessária para a retomada das obras da Via Expressa Sul, no trecho de 400 metros que falta para ligar a rodovia ao Trevo da Seta. O secretário de Infra-Estrutura, Edson Bez, disse que a liberação do documento deve ocorrer entre os dias 17 e 19 deste mês, possibilitando a retomada imediata dos trabalhos na rodovia. “Entre os dias 17 e 19 eu tenho muita convicção de ter essa licença em mãos e imediamente iniciaremos a obra”, declarou Bez. O secretário explicou que o acerto para a liberação do documento foi alinhavado durante visita de técnicos do Ibama, que permanceram na capital no período de 1o a cinco de março. “Os técnicos acompanharam todo aquele relatório de providências que nós apresentamos para atender as exigências ambientais e eles gostaram, houve uma avaliação positiva”, reforçou Bez. “Eles estiveram conversando também com a Procuradoria discutindo esses detalhes, estiveram com os pescadores e vão fazer mais duas ou três exigências, que eu acredito, pela conversa que eu tive com eles, que nós vamos resolver sem maiores problemas”, acrescentou. Conforme o secretário, no dia 8 de março um representante do governo catarinense viaja a Brasília para entregar pessoalmente à direção do Ibama documento se comprometendo a cumprir as últimas exigências ambientais. Bez pondera, no entanto, que o último prazo fixado para conclusão da obra, em 30 de novembro, caso fosse reiniciada em 1o de março, deve sofrer atraso. “Na medida que o Ibama retarde a liberação, nós vamos atrasar lá na frente também”, ponderou. “Mas não vamos medir esforços para tentar entregar antes do prazo”, ressalvou. O superintendente do Ibama em Santa Catarina, Luiz Fernando Merico, admitiu que o relatório que será elaborado pelos técnicos que visitaram a obra deve recomendar a liberação da licença ambiental. “Todos os condicionantes estão sendo cumpridos e não deve haver problema para a renovação da licença”, afirmou o dirigente. Merico garantiu ainda que o órgão ambiental não é contrário à obra. “Nossa preocupação é executá-la com garantias de que não haja prejuízos para a comunidade local e para a Reserva Extrativista do Pirajubaé”, ponderou.
19 de março de 2004
