O sinal verde para a retomada das obras da Via Expressa não era tão verde assim. Apesar da confiança do secretário estadual de Infra-Estrutura, Edson Bez, que disse acreditar que o Institituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) liberaria a licença necessária para o reinício das obras entre os dias 17 e 19 de março, surgiu novo obstáculo à continuidade das obras. Agora, o Ibama está exigindo exigindo a apresentação de um memorial de estudo hidrológico dos canais que circundam o trecho final de 400 metros da rodovia. Bez informou que já encaminhou, na segunda quinzena de março, à Universidade de São Paulo (USP) e a empresa de engenharia Figueiredo Ferraz, também da capital paulista, solicitação de reenvio para o estado do memorial de cálculo, elaborado pelas duas instituições há quase oito anos. O secretário acredita que o documento chegue às mãos do governo até o final da primeira quinzena de abril. “Só falta isso. Vamos entregar os cálculos e a obra vai começar a andar novamente. O presidente do Ibama se comprometeu com isso”, disse Bez. O gerente executivo do Ibama em Santa Catarina, Luiz Fernando Merico, disse que a exigência não é nova. Conforme ele, no início de março quando os técnicos do Ibama, de Brasília, vistoriaram a obra e examinaram o plano de drenagem, teriam advertido sobre a ausência dos cálculos referentes aos dois canais, próximos ao Trevo da Seta. Segundo ele, os cálculos são necessários para que sejam definidas as dimensões das tubulações que serão empregadas na obra, porque no caso de erro nos cálculos de vazão, uma chuva forte combinada com maré alta poderia inundar a área e destruir a obra.
12 de abril de 2004
