Depois de quase dois anos paralisadas, desde a inauguração de sua primeira etapa em 25 de agosto de 2002, foram finalmente retomadas, no dia 26 de abril, as obras da Via Expressa Sul, após a liberação da tão esperada licença ambiental do Ibama. A entrega da licença ao governo e a assinatura da ordem de serviço para o reinício das obras, aconteceu durante cerimônia realizada no dia 20 de abril no pátio da Igreja de São José da Costeira, nas imediações do canteiro de obras da rodovia, com a presença do governo Luiz Henrique da Silveira e do secretário estadual de Infra-Estrutura, Edson Bez de Oliveira. Segundo o Departamento Estadual de Infra-Estrutura (Deinfra), as obras compreendem a construção de 440 metros de rodovia sobre aterro hidráulico e o entroncamento das rodovias SC-401 com a SC-405, denominado Alça da Seta. Além disso, parte dessas duas rodovias, nas imediações da alça de acesso, deve ser recuperada. As obras custarão R$ 11 milhões, financiadas com recursos federais es estaduais, e serão executadas pela Companhia Norberto Odebrecht (CNO). O gerente de Obras Especiais do Departamento estadual de Infra-Estrutura (Deinfra), Roberto Scalabri, revela que o contrato com a CNO prevê a conclusão até 15 de novembro, mas admite que esse prazo pode sofrer algum adiamento, em função de dificuldades técnicas na execução dos trabalhos. Segundo ele, a maior dificuldade é de caráter geotécnico, o aterro sobre mangue, com subsolo de lama, no trecho dos 440 metros, que torna imprevisível o tempo necessário para compactação do aterro e posterior asfaltamento. Conforme Scalabrin, a obra está sendo executada em duas frentes, com equipes trabalhando paralelamente na área da Trevo da Seta e no aterramento do trecho que vai ligar a parte pronta da rodovia ao Trevo da Seta, envolvendo quase 100 trabalhadores. O dirigente garante que não existe risco de nova paralisação das obras, em função de dificuldades financeiras. “Toda a composição de recursos para a execução dos trabalhos está equacionada”, assegurou. A conclusão da obra, prevê ele, deve reduzir em 80% os congestionamentos, já que a rodovia passará a ser utilizada em todos seus de 6,1 quilômetros de extensão, pondo fim à necessidade de desvio pela Costeira para quem se dirige ao Aeroporto e bairros.
17 de maio de 2004
