23 de junho de 2004

Base Aérea desiste da venda do antigo campo de pouso no Campeche

Poucos dias após a desistência da Base Aérea de Florianópolis de vender a área do antigo campo de pouso do Campeche, anunciada na primeira semana deste mês, a Associação dos Moradores do Campeche (Amocam) já iniciou a campanha para viabilização dos recursos necessários para construção de um hospital, hotel e refeitório na sede da Base Aérea, orçados entre R$ 8 a R$ 10 milhões, exigência da instituição para oficializar a cessão do terreno para transformação em área pública. O presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Clênio Braganholo, informou que no dia 11 uma comissão de lideranças comunitárias da região manteve audiência com a senadora Ideli Salvatti (PT), no dia 18 terá encontro com o deputado-federal Paulo Afonso Vieira (PMDB) e até o final deste mês ainda espera marcar audiências com o deputado-federal Édison Andrino (PMDB) e com o governador Luiz Henrique da Silveira. “A Base já se manifestou no intuito de não vender mais, mas a cessão para uso comunitário depende agora da viabilização dos recursos “, relatou. “Estamos solicitando apoio da classe política, pela importância que essas obras têm para Florianópolis e o próprio turismo catarinense, além de que a transformação daquele terreno em área pública é também muito importante para o Campeche, o Sul da Ilha e a própria cidade”, reforçou. A luta pela obtenção dos recursos para as obras já conta com o apoio do deputado-federal Mauro Passos, que inclusive intermediou a recente reunião envolvendo o Ministério Público Federal, Comando da Base Aérea de Florianópolis e dirigentes comunitários, na qual foi anunciada a desistência da instituição de vender a área, de 352 mil metros quadrados. Um acordo estabelecendo compromisso de cessão da área em troca da viabilização dos recursos para as obras deve ser assinado nos próximos dias. O deputado petista prometeu encaminhar a reivindicação da Base ao Fórum Parlamentar Catarinense. “Não vejo nenhum tipo de empecilho a esse pleito, que considero justo, e inclusive creio que pode ser incluído no bojo do projeto de ampliação do aeroporto”, avaliou. “Considero que foi superada a etapa de luta contra a destinação comercial da área e que agora devemos incorporar outros segmentos nessa luta para concretizar a sua transformação em área pública”, afirmou o parlamentar. (Foto Willi Heisterkamp/Divulgação/Arquivo/NC)