24 de agosto de 2004

Remanejados postes em rua no Morro das Pedras

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

Funcionários de uma empreiteira vinculada à Celesc promoveram no dia 10 deste mês a remoção dos quatro postes de iluminação pública que estavam localizados quase no meio da Rua Francisco Vieira, em Areias do Morro das Pedras, acabando com uma situação um tanto insólita que perdurou por cerca de 40 dias, após a conclusão das obras de pavimentação da via, ocorrida no início de julho. Durante esse período, os postes permaneceram pintados de amarelo e preto para alertar os motoristas, mas moradores temiam o risco de um grave acidente, especialmente no período noturno. O serviço, prometido pela direção regional da Celesc ainda na segunda quinzena de julho, demorou pouco mais de quatro horas para ser executado, iniciando por volta de 8 horas e sendo concluído pouco depois do meio-dia. A sua execução deixou em torno de 1,5 mil consumidores sem energia elétrica, dentre os quais 11 clientes especiais (estabelecimentos comerciais), que teriam sido informados antecipadamente do desligamento. Os postes removidos no meio da rua foram reinstalados na área de passeio e a luz religada antes das 13 horas. “De minha parte, acho que o serviço ficou muito bom”, afirmou o aposentado David Giliberti, morador da Francisco Vieira. Com a solução do problema, os moradores pleiteiam agora a instalação de redutores de velocidade, as populares lombadas, para inibir a velocidade e o consequente risco de acidentes no local. “Depois que retiraram os postes, a rua ficou ainda mais perigosa, porque os veículos passaram a circular em maior velocidade”, argumentou Giliberti. O aposentado informou que a comunidade planeja promover um abaixo-assinado solicitando a instalação de lombadas ou pelo menos algumas placas sinalizadoras de limite de velocidade. Antigo sonho da comunidade local, a pavimentação em da Rua Francisco Vieira, numa extensão de aproximadamente 500 metros, demorou em torno de dois meses e meio para ficar pronta. Financiada pela Prefeitura da capital, a obra custou R$ 176,9 mil e foi executada pela empreiteira Pavicon, vencedora de licitação. (Foto: Juliana de Oliveira/NC)