28 de setembro de 2004

242 mil vão às urnas para eleger novo prefeito e vereadores

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

Cerca de 242 mil eleitores devem ir às urnas no dia 3 de outubro em Florianópolis para a eleição do futuro prefeito da capital e da nova nominata de vereadores da Câmara Municipal, agora reduzida de 21 para 16 vereadores. Embora existam 273.425 eleitores aptos a votar na eleição da capital, de acordo com os dados de Tribunal Regional Eleitoral, no pleito municipal de 2000, decidido em primeiro turno, houve uma abstenção de 11,13%, o que pressupõe uma quebra de aproximadamente 30 mil votos em relação ao total apto a votar na capital.
Concorrem às 16 vagas no Parlamento municipal nada menos do que 181 candidatos, segundo dados do TRE, enquanto à Prefeitura são nove candidatos: Afrânio Boppré, da coligação “Florianópolis Como Você Quer” (PT-PL-PcdoB); Dário Berger, “Avança Florianópolis” (PMN-PSDB); Elpídio Neves, “A Capital de Todos” (PHS-PSDC); Francisco de Assis, “Florianópolis Sempre Mais” (PP-PSL-PSC-PFL-PAN-PRTB); Gerson Basso, do PV; Gilmar Salgado, do PSTU; Osmar Pickler, “Aliança Trabalhista Municipal” (PTN-PTC); Pedro dos Santos, PT do B; e Sérgio Grando, “Todos Por Florianópolis” (PDT-PTB-PMDB-PPS-PSB).
O novo prefeito municipal que, certamente, só será conhecido mesmo só após o segundo turno, em novembro, será o 71º da história de Florianópolis desde a Proclamação da República, há 115 anos. O primeiro prefeito de Florianópolis, de acordo com dados do Arquivo Histórico Municipal, teria sido o coronel Eliseu Guilherme da Silva, que governou a capital de 15 de novembro de 1889 a sete de janeiro de 1890, época em que o cargo de mandatário máximo municipal era denominado como presidente da Intendência de Florianópolis.
O novo prefeito da capital será também o quinto eleito pelo voto direto nos últimos 19 anos, desde a retomada da eleição direta para escolha dos prefeitos das capitais. Depois de um período de mais de 20 anos sendo governada por prefeitos nomeados, devido ao golpe militar de 1964, entre eles Francisco Cordeiro, Cláudio Ávila da Silva e o ex-governador Esperidião Amin, a capital voltou a escolher seu prefeito pelo voto direto em 1985. Nas eleições daquele ano, foi eleito o peemedebista Édison Andrino, para governar o munícipio de 1986 a 1988. Em 1988, foi eleito o ex-prefeito Esperidião Amin que, nessa segunda passagem pelo governo municipal, exerceu o cargo por menos de um ano, transferindo o governo para o vice Antônio Bulcão Viana, em 1989, para concorrer a Senado Federal.
Em 1992, foi eleito para prefeito o professor e então ex-vereador Sérgio Grando, que exerceu o cargo até 1996. Em 1996, numa eleição muito disputada, foi eleita a atual prefeita Ângela Amin para o seu primeiro mandato, superando no segundo turno o ex-vice-prefeito Afrânio Boppré. Beneficiada pela então recente aprovação da emenda que permitiu a reeleição, a atual prefeita conquistou, em 2000, seu segundo mandato, numa vitória consagradora obtida ainda em primeiro turno. (Foto: Willli Heisterkamp/Out-02/Divulgação/Arquivo/NC)