Angelo Poletto Mendes/Redação JC
A eleição à Câmara de Vereadores promete ser uma das mais difíceis e disputadas dos últimos anos em Florianópolis, segundo projeção dos dirigentes dos principais partidos políticos. O motivo principal é a redução do número de vagas, que caiu das atuais 21 para 16 na próxima legislatura, numa redução de 23,8 pontos percentuais, o que deve exigir mais votos para cada cadeira no Parlamento muncipal. As 16 vagas serão disputadas por 181 candidatos, conforme dados do Tribuna Regional Eleitoral de Santa Catarina.
Enquanto na eleição municipal passada, no ano 2000, eram necessários aproximadamente 9,1 mil votos para um partido ou coligação conseguir eleger um candidato, nas eleições deste ano as projeções apontam para a necessidade de aproximadamente 15 mil votos. A média foi projetada pelos cálculos dos partidos políticos, com base no universo de eleitores aptos, de 273 mil, e estimando entre 10% a 15% as abstenções e votos nulos, que definiria o quociente eleitoral do pleito.
Individualmente, o número de votos para o candidato se credenciar a uma vaga também cresceu. Tanto a direção do PT quanto à do PP, acreditam que para se eleger nestas eleições o candidato precisará de até 3,5 mil votos, enquanto no pleito passado podia se eleger com 2 mil votos. A direção do PPS, no entanto, acha que a partir 2,1 mil votos, o candidato já terá chances de conquistar uma vaga. O PMDB, por sua vez, acredita que 14 mil votos serão suficientes para a coligação colocar um candidato.
