Quem sonhava em trafegar pela Via Expressa Sul em toda sua extensão já na próxima temporada, pode ir tirando seu carrinho da chuva. Apesar do ritmo avançado das obras do sistema viário complementar da rodovia, que envolve a restauração de trechos das rodovias SC-401 e SC-405, na área da rótula da Seta, a conclusão efetiva de toda a obra, envolvendo o aterramento e pavimentação asfáltica dos 440 metros que ligam a parte pronta da rodovia à região da Seta só deve acontecer mesmo em meados de março de 2005. O gerente de Projetos Especiais do Departamento estadual de Infra-Estrutura (Deinfra), Roberto Scalabrin, admite que é inviável tecnicamente a conclusão da obra antes da próxima temporada, como estava sendo prometido pelo governo estadual. O ponto determinante para esse atraso, conforme o engenheiro, teria sido o retardamento no fechamento do canal, que precedeu o início da etapa de aterramento. “O fechamento do canal era para acontecer em abril, quando foram reiniciadas as obras da rodovia, mas foi ocorrer só em meados de agosto”, afirma. A demora no fechamento do canal, de acordo com ele, teria sido provocada pela recusa dos pescadores em aceitar que ela fosse executada antes do cumprimento de uma série de condicionantes impostas pelo Ibama para a liberação da licença da obra, entre elas a instalação de rede elétrica no rancho dos pescadores e a construção da passarela sobre o canal dissipador. “O fechamento do canal aconteceu no dia 20 de agosto, infelizmente por um acidente geotécnico, com a ruptura da fundação, que também gerou novos transtornos para a obra”, assinalou. Scalabrin informa que a conclusão do processo de aterramento do trecho de 440 metros que falta para concluir a rodovia deve acontecer no início da segunda quinzena deste mês, só que antes de receber a pavimentação asfáltica, esse aterro precisará ainda de um prazo mínimo de três meses para que ocorra o seu adensamento natural. “Vamos concluir o aterramento até a cota de sobrecarga, para que depois ele ceda de forma natural; não existe maneira de acelerar esse processo de adensamento, que deve ocorrer somente por força do peso estradal”, explicou. O gerente do Deinfra descarta ainda qualquer possibilidade técnica de tráfego, mesmo que provisório, sobre a área do aterro, antes da conclusão da pavimentação. Em relação às obras complementares da rodovia, envolvendo o sistema viário da rótula da Seta, Scalabrin informou que já foram iniciadas as obras complementares do último trecho, de cerca de 300 metros, entre a igreja e a ponte do Rio Tavares. A previsão, de acordo com ele, é de que esse trecho, que afeta os motoristas que trafegam no sentido centro-aeroporto-centro, seja concluído e liberado ainda na primeira quinzena deste mês. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/NC)
8 de novembro de 2004
