A liberação ao tráfego do último trecho da Via Expressa Sul, que agilizou o acesso ao Sul da Ilha, está provocando um forte aquecimento no mercado imobiliário da região. Segundo a maioria dos dirigentes de imobiliárias, o novo ano já começou com um acréscimo significativo na procura por imóveis na região e, como conseqüência, também provocou um ligeiro aumento nos valores dos imóveis comercializados na região. “Neste ano, ao invés de apenas sondagens como normalmente acontece nesse período, já estamos registrando muitos fechamentos de negócios”, assinala o corretor de imóveis paranaense Galdino Camargo, que atua há quatro anos no Campeche. “Isso é, sem dúvida, indício de que teremos um ano muito promissor para o mercado imobiliário”, acrescenta. O corretor de imóveis ilhéu Saulo Cardoso, com experiência de 20 anos no mercado imobiliário, acha que a inauguração do último trecho da Via Sul só veio consolidar a tendência de valorização da região. “O Sul da Ilha sempre foi um mercado bom e a partir do início das obras da rodovia, especialmente a parte do aterro, já houve uma explosão do mercado”, avaliou. “A conclusão agora da obra só vem consolidar essa condição e guindar o Sul da Ilha à bola da vez do mercado imobiliário da capital”, complementa. O arquiteto catarinense Roberto Rita, que comanda com o sócio gaúcho Sílvio Mantovani um dos mais antigos e prestigiados escritórios de arquitetura da capital, que completa 25 anos de atividades em 2005, acredita que o Sul da Ilha está se firmando definitivamente como opção atraente para os investidores. Segundo ele, o escritório que ao longo de sua história teve apenas dois projetos edificados na região, tem atualmente em andamento três grandes projetos residenciais no Sul da Ilha. O mais emblemático dos três empreendimentos, ressalta o arquiteto, é a construção no Campeche de uma casa com nada menos do que 2,1 mil metros quadrados de área construída para um grande empresário paulista. “Esse empresário preferiu construir o imóvel no local depois de avaliar dezenas de terrenos em toda a Ilha de Santa Catarina”, destacou Rita, acrescentando que pesou na escolha do empresário também a proximidade do aeroporto. Já o experiente corretor de imóveis paulista Luiz Caldin, que atua no mercado imobiliário há mais de 40 anos, acha que não existe tanto motivo para euforia. “Sem dúvida, deverá haver uma acentuada melhor na procura, até porque o Sul da Ilha ainda oferece preços competitivos, mas temos um fator limitante dos negócios que é a carência de documentação”, pondera. “Enquanto não houver documentação legal das terras, fica difícil deslanchar os negócios”.
24 de janeiro de 2005
