A votação do futuro plano diretor da Planície Entremares com base no projeto elaborado pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) preocupa alguns comerciantes da região. Adilson Loth, da Farmácia Lothfar, uma das mais antigas da região, acha que o projeto proposto pelos técnicos do instituto é muito agressivo e compromete o meio-ambiente e a própria infra-estrutura da região. “Só vi uma vez esse projeto do IPUF e fiquei apavorado com o que vi; não temos estrutura para suportar uma população como eles querem, senão daqui um pouco não teremos nem água mais para beber”, observou. O comerciante acha que o melhor projeto de plano diretor para a região seria aquele elaborado pela comunidade, porque respeita o meio-ambiente e aspectos culturais da região. “Pessoalmente, prefiro o projeto feito pela comunidade”, assinalou. Loth rejeita também a hipótese de que um eventual supercrescimento populacional possa compensar os prejuízos ambientais, beneficiando os negócios. “Não acredito que o aumento da população vai trazer mais lucros, porque os grandes também virão junto e vão acabar engolindo os pequenos”, avaliou. O empresário Antônio Schmitz Neto, dono do Mercado Bem Vindo, acredita que é importante a definição de um plano diretor para o Campeche, porque considera que a tendência de crescimento da região é irreversível. “Acho que crescer, vai crescer de qualquer jeito, então é melhor que isso aconteça de forma organizada”, argumentou. Neto entende, no entanto, que as diretrizes que nortearão esse crescimento não podem ser muito agressivas, sob pena de comprometer a infra-estrutura regional. “Acho que antes se precisa fazer um projeto de esgoto e limitar a população à capacidade de abastecimento de água”, opinou.
13 de abril de 2005
