13 de abril de 2005

Governo anuncia licitação para pavimentar rodovia da Tapera

O Departamento de Infra-Estrutura (Deinfra) estadual deve lançar na segunda quinzena deste mês o edital para pavimentação asfáltica da rodovia Aparício Ramos Cordeiro, conhecida como Estrada da Tapera, que faz ligação da rodovia SC-405, na Fazenda do Rio Tavares, à Tapera e Ribeirão da Ilha, informou o presidente do Deinfra, Romualdo de França. Segundo ele, a Secretaria estadual de Infra-Estrutura informou que a autorização para o lançamento do edital sai nos próximos dias. “O secretário Edinho (secretário estadual de Infra-Estrutura, Edson Bez de Oliveira), acaba de me confirmar essa autorização”, informou França, no dia 1o deste mês. Após o recebimento da autorização, conforme ele, o Deinfra terá um prazo entre 10 a 15 dias para o lançamento do edital. A tramitação do edital, por sua vez, conforme o dirigente, costuma demandar em torno de 45 dias, caso não ocorram entraves jurídicos, como a contestação do resultado licitatório. A etapa seguinte é a contratação da obra e, na seqüência, a emissão da ordem de serviço para o início dos trabalhos. “Acredito que em agosto devemos dar início às obras na rodovia”, assinalou França. O dirigente garante que a pavimentação da rodovia será tocada independente da conclusão do processo jurídico que busca reparação de prejuízos contra a empresa executora da obra. Para isso, segundo ele, o governo estadual está solicitando uma licença especial da Justiça, já que a Legislação vedaria a execução de obra em rodovia sob júdice. “A Justiça está sensível ao nosso pleito, pelo alcance social dessa obra”, afirmou França. O presidente do Deinfra informou que recebeu, no dia 7 de março, ofício encaminhado pela União Florianopolitana de Entidades Comunitárias (Ufeco) solicitando a recuperação da rodovia. “Depois disso, já estivemos lá na Tapera expondo a situação para os moradores”, comentou.Concluída há pouco mais de seis anos e com apenas três quilômetros de extensão, a rodovia da Tapera, como é conhecida, começou a se deteriorar menos de seis meses após a sua inauguração e atualmente guarda pouquíssimos resquícios do asfalto original. Técnicos do Deinfra sustentam que a execução das obras na rodovia teve diversas falhas, entre elas a falta de estudo de tráfego, sistema de drenagem insuficiente e aplicação de camada asfáltica com espessura abaixo dos padrões e de baixa qualidade. (Foto Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)