O Conselho de Segurança da Planície do Campeche (Conseg) orienta as pessoas que forem vítimas de furtos e roubos para que denunciem os crimes à Polícia. Segundo um dos coordenadores do Conseg local, Clênio Braganholo, a ausência de registro de ocorrências, além de gerar a impunidade e estimular os criminosos, também dificulta o trabalho policial e a própria cobrança de providências por parte do conselho.
“Muitas pessoas questionam o trabalho da 3ªCPM, o que ela poderia fazer para combater a criminalidade na região, mas a maioria não está registrando as ocorrências na 2ª DP, que é o caminho para inclusão desses crimes na estatística policial”, pondera. “Sem isso, não existem dados concretos para se cobrar o trabalho da polícia, principalmente na questão de investigação”, acrescenta.
O dirigente do Conseg admite que muitos casos não são registrados por temor das vítimas quanto a represálias dos criminosos. “Às vezes a pessoa sabe até quem foi que roubou sua casa, mas por medo de represália contra si e sua família opta por silenciar. Só que se a pessoa não registrar, o bandido fica à vontade e ela acaba refém do criminoso”, argumenta. Braganholo garante que as pessoas que se encontram nessa situação devem procurar o Conseg, que realiza reuniões mensais, sempre às primeiras quintas-feiras do mês. “Nas reuniões do Conseg orientamos as pessoas a como procederem para evitar represálias”, disse.
O tenente Renato Abreu, da 3ª CPM, alerta no entanto que a pessoas que participarem dessas reuniões devem ter cuidados na revelação de seus casos. “O certo é ela procurar um dos coordenadores ou mesmo um de nossos representantes, porque muitas vezes não sabemos quem são as pessoas presentes às reuniões”, adverte.
(Texto: Angelo Poletto Mendes/Redação JC)
17 de maio de 2005
