17 de maio de 2005

Tartaruga-marinha ganha proteção na Ilha de SC

Florianópolis passou a fazer parte recentemente da rede nacional de proteção às tartarugas marinhas com a instalação, em abril, de uma base do famoso Projeto Tamar (Tartarugas Marinhas), na Barra da Lagoa. Denominada Centro de Educação Ambiental e Reabilitação, a unidade inaugurada no balneário do Leste da Ilha possui um centro de visitação com quatro mil metros quadrados, próximo da praia, que abriga tanques com animais em recuperação e lojas de vendas de souvenirs alusivas ao tema, que objetivam a sustentação do projeto. Para marcar a inauguração da base local, no dia 6 de abril foi promovida a soltura de “Cleide”, uma enorme tartaruga capturada involuntariamente nas redes dos pescadores da Barra da Lagoa, que foi devolvida ao mar após tratamento e recuperação do choque. O animal, segundo a coordenação do Tamar local, teria sido o de número 7 milhões solto pelo projeto, que existe há 25 anos, com atuação em oito estados do país. O coordenador do Tamar no estado, Eron Paes de Lima, salienta que a Ilha de Santa Catarina não se constitui um local importante para desova das tartarugas marinhas, porém é muito procurada como área de alimentos para os animais em seus deslocamentos pelo mar. Os pacientes alvos do projeto, conforme Erons, são as tartarugas capturadas nas redes de pescas nos litorais do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O biólogo considera o pescador como aliado, “porque captura a tartaruga por acidene, nunca como alvo da atividade”. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)