22 de junho de 2005

Berger pede prazo para reavaliar sistema integrado

O prefeito da capital, Dário Berger, pede uma trégua de três meses para tentar resolver a questão dos preços das passagens do sistema de transporte coletivo da capital. Segundo ele, esse seria o prazo necessário para se fazer um amplo reestudo de preços, itinerários, linhas e a própria situação dos terminais. “Não sou irresponsável e nem intransigente; se houvesse condições de revogar o decreto eu faria, mas não existem”, afirmou o prefeito, em matéria publicada no dia 11 de junho no suplemento local do jornal A Notícia, de Joinville. O prefeito alega que a revogação poria em xeque o acordo selado entre as empresas e motoristas e cobradores, podendo desencadear nova paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo. Berger admitie que considera as passagens do transporte coletivo caras, mas argumentou que é preciso cuidado para que não sejam tomadas medidas precipitadas que possam provocar dificuldades mais à frente. Pressionado pelo caos provocado na cidade em decorrência das manifestações estudantis, o prefeito Dário Berger que se mantinha irredutível em relação à majoração das tarifas, chegou a flexibilizar sua posição inicial, admitindo a possibilidade desistir do aumento integral e a sua aplicação de maneira parcelada. Só que, novamente os líderes do movimento estudantil rechaçaram a proposta. O vice-presidente da Câmara Municipal, João Batista Nunes (PFL), defende a suspensão do aumento das passagens e a deflagração de um pacto envolvendo segmentos políticos e empresariais, entidades comunitárias, trabalhadores e estudantes para buscar uma alternativa para a questão das tarifas. “Não é admissível que 130 mil usuários do transporte urbano da capital sejam penalizados com paralisações constantes, que a cidade se desarticule e tenha suas atividades e economia prejudicadas”, pondera o vereador.