22 de junho de 2005

Conseg cobra ação da Polícia Militar

O coordenador do Conselho de Segurança do Campeche (Conseg), Clênio Braganholo, afirmou que o avanço da criminalidade na região está preocupando a entidade, que pretende cobrar uma ação mais efetiva dos policiais no combate aos criminosos. Na segunda quinzena deste mês, informou ele, uma comissão do Conseg, acompanhada de dirigentes da Associação de Moradores do Campeche (Amocam) e outras entidades comunitárias, pretende manter uma audiência com o sub-comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar (3ª CPM), capitão Quirino, para tentar obter explicações sobre o problema.
Clênio considera questionável a atuação da companhia, instalada há pouco mais de um ano e meio no Campeche. Segundo ele, quando chegou ao bairro, a unidade dispunha de um bom contingente de policiais e equipamentos e sua atuação ostensiva provocou um visível recuo na criminalidade na região. “Só que agora eles aumentaram a base, com a instalação em um imóvel bem mais amplo, mas reduziram o pessoal e as viaturas”, lamentou o dirigente. “Isso tem se refletido nessa onda de crimes que estamos vendo na região do Campeche”, acrescentou.
O dirigente do Conseg criticou também a estratégia adotada pela Segurança Pública estadual, que priorizou o policiamento do centro da cidade para conter protestos dos estudantes, desabrigando os bairros da cidade. “Acho no mínimo estranho que a segurança da cidade seja toda ela prejudicada, com o policiamento sendo deslocado para reprimir estudantes”, disparou. Por outro lado, voltou a apelar à comunidade para que faça os boletins de ocorrência nos casos em que forem vítimas para dar suporte ao trabalho da polícia. O Conseg do Campeche realiza reuniões mensais, abertas à comunidade, todas às primeiras quintas-feiras do mês, na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes. (Texto: Angelo Poletto Mendes/Redação JC)