22 de junho de 2005

Eletrosul planeja construção de subestação no Sul da Ilha

O Sul da Ilha vai ganhar até o final do próximo ano uma nova subestação de energia, que será construída pela Eletrosul, para servir como alimentação alternativa de energia elétrica para a Ilha de Santa Catarina. A obra será edificada nas proximidades da agência do Banco do Brasil, abrangendo uma área de aproximadamente dois hectares (20 mil metros quadrados). Essa pelo menos é a informação do presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), o engenheiro-sanitarista Adir Vigânigo, que participou na segunda quinzena de maio de uma reunião com técnicos da Eletrosul. Conforme Vigânigo, a empresa dispunha de diversas alternativas para a alimentação alternativa da Ilha, inclusive através do Norte da Ilha, mas a considerada mais viável foi a que passa pela região sul da capital. De acordo com ele, especificamente no Sul da Ilha havia duas alternativas de alimentação, uma ligando Palhoça a Naufragados e outra às proximidades da Ponta da Caiacanga. A segunda opção acabou sendo a escolhida pela empresa, porque implicaria em menor impacto social e ambiental. De acordo com o presidente da Amocam, a ligação entre Palhoça e proximidades da Ponta da Caiacanga se dará através de cabeamento submarino. Depois, o cabeamento prosseguirá subterrâneo até a encosta do Morro do Ribeirão, de onde seguirá por meio de torres até a rodovia SC-405. Nessa área, para não interferir nas operações do aeroporto, passa a ser guiado por meio de postes até a nova subestação. Vigânigo informa que as obras preliminares para a nova subestação já teriam iniciado em Palhoça. Uma assembléia geral, na segunda quinzena deste mês, envolvendo a comunidade e equipe técnica da Eletrosul vai discutir o impacto ambiental e de vizinhança do novo projeto, além das medidas compensatórias para o Sul da Ilha. Conforme o engenheiro, além de investimentos na região, a empresa também deve ofertar alguns programas sociais para a comunidade do Sul da Ilha. A nova subestação inicialmente funcionará com um plano B de alimentação da Ilha, para reduzir o risco de blecautes na capital, mas a tendência é de que a médio prazo torne-se a alimentação principal de toda Ilha de Santa Catarina.