Apesar da recente nova rejeição a pedido de liminar para reiniciar o transporte de passageiros à Ilha do Campeche, dessa vez por parte do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, a Associação dos Barqueiros de Transporte da Praia do Campeche, que congrega seis barqueiros locais, ainda acredita que até a temporada poderá obter a liberação para retomar o serviço, que está proibido desde janeiro deste ano por determinação da Capitania dos Portos de Santa Catarina. No final de maio, o mesmo pedido de liminar já havia sido negado pela Justiça Federal de Florianópolis. O presidente da associação dos barqueiros, Marco Santos, afirma que a entidade aposta em duas alternativas para retomar o serviço. A primeira, de acordo com ele, é o próprio julgamento do mérito da ação impetrada pelos barqueiros requerendo o direito de fazer o transporte, que ainda não tem data para acontecer. “É importante salientar que a Justiça rejeitou o pedido de liminar, mas o mérito da ação que solicita a liberação do serviço ainda não foi julgada”, assinala. A segunda alternativa, conforme o presidente da associação, seria um acordo com a própria Capitania dos Portos e a Procuradoria da República Federal para adequação do serviço às exigências legais. “Mudou o comando da Capitania e temos sentido uma boa vontade muito grande do novo comandante no sentido de encontrar uma solução para o impasse”, afirmou. A Capitania proibiu o serviço em janeiro, por considerar os botes infláveis usados no transporte inadequados em termos de segurança. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)
27 de julho de 2005
