Comerciantes e moradores do Rio Tavares, Campeche e bairros adjacentes promoveram no dia 16 deste mês uma passeata para reivindicar mais segurança na região, atingida por uma onda de assaltos à mão armada e violência. Denominado de Caminhada Pela Paz, o evento teve início defronte à empresa Pedrita, no Rio Tavares, com chegada no Trevo do Rio Tavares, em frente ao Posto Galo, local onde foi registrado um latrocínio na primeira quinzena deste mês, que resultou na morte do jovem Cristiano da Rosa, de 28 anos, caixa do estabelecimento. Cerca de duas dezenas de pessoas participaram da manifestação, portando cartazes com fotos do jovem assassinado e dizeres contra a violência. Entre elas estava a namorada do jovem assassinado, Ângela Correa Madruga, de 22 anos, que não se conforma com a perda. Segundo ela, Cristiano teria lhe prometido que o fatídico domingo seria seu último dia de trabalho no local e que pretendia retornar a sua cidade natal, Joinville, para tentar a vida. Para tristeza da família, retornou sem vida, para ser sepultado na Cidade dos Príncipes. Cristiano foi assassinado a sangue frio, com tiros na cabeça, por um assaltante por volta de uma hora da madrugada do dia 10 deste mês. Segundo testemunhas, um trio de jovens aparentando em torno de 18 anos, encapuzados, teria efetuado o assalto, levando em torno de R$ 400,00 do posto. Após consumado o assalto, um dos assaltantes retornou e atirou contra o jovem, que morreu praticamente na hora. Comentários que correm na região é de que Cristiano teria reconhecido um dos assaltantes e advertido o mesmo, que então reagiu assassinando o caixa do posto. Dois suspeitos pela morte do jovem foram detidos ainda na primeira quinzena deste mês na região, mas acabaram liberados por falta de provas, revelou o coordenador da Central de Polícia da capital, Marlus Malinverni. Um terceiro suspeito estaria sendo procurado pela polícia. (Foto: William Pereira/Divulgação/JC)
27 de julho de 2005
