6 de setembro de 2005

Campanha prevê esterilização em massa de cães e gatos

A Prefeitura acaba de dar um importante passo para a solução do grave problema dos animais abandonados na capital, com a deflagração, na segunda quinzena de agosto, de ambicioso projeto de esterilizações denominado Campanha de Esterilização em Massa de Cães e Gatos. Sob comando da Coordenadoria de Bem Estar Animal, órgão vinculado diretamente ao gabinete do prefeito Dário Berger, o programa prevê a castração de cerca de 500 animais por mês, atingindo três mil cães e gatos até janeiro do próximo ano. As castrações são feitas por três veterinários contratados pela Prefeitura e os animais são escolhidos por voluntários cadastrados pela coordenadoria. Segundo a coordenadora de Bem Estar Animal, Maria da Graça Dutra, a Prefeitura paga a cirurgia de castração e a medicação, ficando o proprietário do animal responsável apenas pelos cuidados pós-operatórios. Os animais selecionados são removidos pela carrocinha para o Canil Municipal, em Barreiros, onde sofrem a cirurgia. Em seguida, a carrocinha transporta os animais de volta aos seus proprietários. Na segunda quinzena de agosto, a equipe da coordenadoria esteve na região do Morro das Pedras e Tapera, no Sul da Ilha, para o atendimento de animais indicados pelos voluntários que atuam nessas localidades. Maria da Graça informa que a coordenadoria está cadastrando novos voluntários para trabalharem na seleção dos animais para cirurgia. “Nossa prioridade são animais de famílias carentes, de baixa renda, mas nossa intenção é vir a esterilizar também os cães de rua, a partir de momento em que conseguirmos voluntários que se responsabilizem por esses animais”, comentou. “Não podemos simplesmente operar um animal de rua e depois devolvê-lo sem que alguém fique responsável pelos cuidados pós-operatórios”, explicou. Maiores informações sobre o programa podem ser obtidos pelos fones239.1538 e 239.1578. A coordenadora de Bem Estar Aniaml acredita que esse programa, que deve ter continuidade no próximo ano, deve provocar, a médio prazo, uma redução significativa na população de animais que vivem soltos pelas ruas. Segundo estimativas da coordenadoria, a partir de uma única cadela podem ser gerados até 67 mil filhotes num período entre seis e oitos anos, em progressão geométrica. Além do próprio sofrimento a que ficam expostos nas ruas, os animais abandonados podem ser também transmissores de diversas doenças à população e às vezes até mesmo atacar as pessoas. Calcula-se que a capital tenha atualmente cerca de 10 mil animais que necessitariam de esterilização. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/Arquivo/JC)