6 de setembro de 2005

Exclusão da Pau de Canela revolta moradores

A exclusão da Rua Pau de Canela, uma das mais extensas e povoadas vias do distrito do Campeche, revoltou moradores da localidade. A ex-presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam) e moradora da Servidão Aristides Chagas, uma transversal à rua, que precisa usar a Pau de Canela para chegar a sua residência, disse que ficou decepcionada com exclusão da primeira etapa da Operação Tapete Preto, anunciada pela Prefeitura da capital na primeira quinzena de julho. “Há 10 anos que lutamos para que a rua seja calçada e ficamos surpresos que ela não tenha sido lembrada pelo prefeito”, comentou a moradora. Com 2,4 quilômetros de extensão, ligando a Avenida Campeche à rodovia SC-406, no Rio Tavares, a rua Pau de Canela é dotada de aclive acentuado e, conseqüentemente, uma das que mais sofre com as chuvas. A água que escorre para os dois lados da rua costuma abrir verdadeiras crateras na rua, dificultando o tráfego de carro e mesmo de pedestres, além de empurrar muita areia para o asfalto da avenida Campeche. Freqüentemente, os moradores têm que apelar à intendência local para promover reparos e espalhar entulhos, para permitir o tráfego mínimo pelo local. Maria Lúcia disse que os moradores chegaram a aventar a possibilidade de suspender o pagamento do IPTU para pressionar a Prefeitura a pavimentar a rua. Depois decidiram procurar o vereador Marcílio Ávila (sem partido) para pedir apoio à reivindicação. “Depois de nossa mobilização, a intendência andou colocando as máquinas para trabalhar na nossa rua, tapando os buracos, mas não queremos mais remendos”, protestou a moradora. Informações da Secretaria de Obras são de que a rua, embora não tenha tráfego de ônibus, pode ser incluída na segunda lista de pavimentações, que sai em dezembro. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)