Depois de nove meses de tranqüilidade, usuários da Via Expressa Sul foram surpreendidos, na segunda quinzena de setembro, com a volta dos engarrafamentos. O motivo é que o Departamento de Infra-Estrutura estadual (Deinfra) deu início no dia 24 de setembro as obras de capeamento asfáltico definitivo do trecho final de 440 metros da rodovia, que foi inaugurado no dia 18 de dezembro de 2004 com pavimentação provisória, por conta da não conclusão do processo de adensamento do aterro hidráulico implantado no local. A repavimentação visa acabar com as ondulações, já que o adensamento vinha provocando deformações em diversos pontos do trecho. Com os trabalhos de recapeamento, o tráfego no trecho de 440 metros entre o Trevo da Seta e intersecção da Costeira acontece em meia pista, ocasionando congestionamentos, especialmente nos horários de pico. O gerente de Projetos Especiais do Deinfra, engenheiro Nelson Picanço, informa que os trabalhos no local estão previstos para durarem aproximadamente 60 dias, caso não ocorram imprevistos. Caso o prazo estipulado seja cumprido, o trecho será liberado integralmente ao tráfego no final de novembro ou no máximo até meados de dezembro. Conforme o engenheiro, o capeamento definitivo terá algumas características diferenciadas do asfalto provisório. Com a retirada do asfalto provisório, será promovida uma nova compactação do solo e aplicado capa asfáltica com cinco centímetros, contra quatro centímetros da anterior. A largura da faixa também será ampliada, atingindo no total 7,70 metros. Picanço informou ainda que as obras incluem também a conclusão dos passeios ao longo da rodovia, com a instalação de meios-fios, e a finalização da ciclovia, que se estende até o Saco dos Limões. O dirigente do Deinfra informou que as obras estão sendo executadas pela mesma empreiteira que construiu o trecho de 440 metros entregue em dezembro do ano passado, a empresa a CNO, do Grupo Norberto Odebrecht. “As obras fazem parte do mesmo contrato firmado com a empreiteira, que foi paralisado neste período e retomado agora”, explicou. O engenheiro descarta qualquer risco das obras se arrastarem por um prazo mais longo, exceto no caso de eventuais condições climáticas muito desfavoráveis. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)
12 de outubro de 2005
