A falta de qualificação é uma das maiores dificuldades para a ocupação de vagas temporárias no comércio e prestadores de serviços na capital. “Chega a ocorrer sobra de vagas porque muitos candidatos não preenchem os requisitos necessários à função”, revela o diretor do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas da capital (CDL), Osmar Silveira. A CDL, de acordo com ele, oferece cursos durante todo o ano, para os mais variados cargos, desde funções administrativas e financeiras até comunicação com o cliente. São capacitadas em média 2,3 mil pessoas por ano, através de uma parceria com o Sebrae, informa o dirigente. O presidente do sindicato dos hotéis, Tarcísio Schmitt, afirma que não apenas o conhecimento, mas também a experiência são fatores fundamentais na hora da contratação para a temporada. As admissões nos estabelecimentos turísticos, de acordo com Schmidt, devem começar na segunda quinzena deste mês e prosseguem até o final de dezembro, com a aproximação de Natal e Reveillon. As vagas temporárias tendem a ser fechadas até o final de fevereiro, mas dependendo do desempenho da temporada, podem ser fechadas ainda antes. Nos últimos anos, muitas dispensas tiveram início ainda na segunda quinzena de janeiro. O presidente do sindicato dos hotéis, Tarcísio Schmitt, é cético quanto à perspectiva de crescimento no movimento de turistas no estado na comparação com a temporada anterior. Para ele, um dos fatores que pode inibir o ingresso de visitantes, é a baixa cotação do dólar, que torna cara a estadia em Santa Catarina para os estrangeiros. “Mais de 80% dos turistas que vêm para a Grande Florianópolis são argentinos e a diferença baixa do câmbio torna os nossos preços pouco atraentes”, pondera. Na temporada passada, conforme dados da Santur, passaram pelo estado 2,78 milhões de visitantes, que gastaram em terras catarinenses cerca de 505 milhões de dólares. (Foto: Divulgação/JC)
12 de outubro de 2005
