12 de outubro de 2005

Pavimentação de rodovia da Tapera vira novela sem fim

A novela do capeamento asfáltico da Rodovia Aparício Ramos Cordeiro, conhecida como Rodovia da Tapera, com pouco mais de três quilômetros de extensão, terá novos capítulos neste mês, mas ainda não tem data para chegar ao seu final com o início efetivo das obras. O presidente do Departamento Estadual de Infra-Estrutura (Deinfra), Romualdo de França, informou que foram abertos no final de setembro os envelopes com preços dos concorrentes à licitação. Após a abertura, o Deinfra precisa aguardar um prazo legal de cinco dias para eventuais contestações dos concorrentes, para só então promover a assinatura do contrato com a selecionada. Experiente na área de licitações, França acredita que em função do valor do projeto, orçado em R$ 4,6 milhões, é praticamente certa a contestação de preço por parte de algum concorrente. “A briga é grande”, comenta. Nesse caso, informou ele, a tramitação da licitação sofre novo alongamento e, otimistamente, só deve se definir no final do mês. Com isso, projeta o dirigente do Deinfra, a tendência passa a ser de que as obras de recapeamento só comecem na primeira quinzena de novembro. Romualdo de França garante, no entanto, que a decisão do Deinfra de priorizar a obra está mantida e os recursos já assegurados para a sua execução. A novela da pavimentação da rodovia vem se arrastando há meses. Inicialmente, a abertura dos envelopes com as propostas dos concorrentes estava prevista para julho, mas o Tribunal de Contas do Estado (TCE) interviu e suspendeu a abertura, solicitando novos documentos sobre o processo. O Deinfra encaminhou estes documentos e o Tribunal devolveu o processo em meados de setembro. A rodovia da Tapera, informa França, deve receber asfaltamento novo em praticamente novo em toda sua extensão, exceto em algumas partes onde o asfalto anterior poderá ser aproveitado. Inaugurada há pouco mais de seis anos, a rodovia da Tapera não durou mais de seis meses, sofrendo um rápido processo de deterioração por conta de um projeto de qualidade duvidosa implementado por uma empreiteira local. Até hoje corre na Justiça processo contra a empreiteira, pleiteando a devolução dos recursos recebidos pela obra. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/Arquivo/JC)