12 de outubro de 2005

Prefeitura acelera reconstrução do Mercado Público municipal

O incêndio que abalou a capital, destruindo a ala norte do prédio histórico do Mercado Público Municipal no último dia 19 de agosto, teve uma resposta rápida do poder público. A Prefeitura assinou a ordem de serviço para início das obras de reconstrução ainda no dia 12 de setembro e as obras começaram imediatamente, a cargo da Construtora JB, selecionada através de um processo acelerado por decreto, que declarou estado de emergência para a área atingida. Por volta do dia 20 de setembro, quase metade do piso da área destruída já havia sido refeito e no final de setembro as obras já se encontravam na etapa da laje. O valor total da obra, de acordo com a Prefeitura, é de R$ 2,5 milhões, dos quais metade repassada pelo governo do Estado através de convênio. O secretário municipal de Obras, Djalma Berger, estipulou prazo de 120 dias para a conclusão dos trabalhos, o que indicaria portanto a sua entrega em meados de janeiro de 2006. Apesar da resposta rápida do governo municipal na reconstrução do mercado, a obra enfrenta contestação de segmentos políticos e culturais da cidade. O secretário argumenta que a empresa contratada tem experiência em trabalhos relativos à preservação do patrimônio. Serão reconstruídas tanto a parte interna da ala norte do mercado, completamente destruída pelo incêndio, quanto a externa, que ficou comprometida pelo calor. As passarelas e torres também sofrerão reformas. Ao todos, será refeita uma área de 1,9 mil metros quadrados. Segundo o secretário municipal de Transportes, Norberto Stroisch, nas partes internas a empresa terá liberdade para aplicar as técnicas mais modernas de construção, enquanto nas externas serão respeitadas as técnicas e materiais utilizados na obra original para preservar seu valor histórico e cultural. Por sugestão da Comissão de Defesa Civil (Comdec), informou Stroisch, as estruturas de sustentação da cobertura serão metálicas com tratamento para proteção contra a maresia. Ele também garante que todas as medidas serão tomadas para impedir que um novo incêndio como esse aconteça. “Aquilo era a casa da Mãe Joana”, ironizou o secretário. “Não havia nenhuma preocupação com o cumprimento de regras, cada um fazia como queria, e isso foi assim durante décadas”, acrescentou. Stroisch acredita que a fatalidade irá servir como uma grande conscientização para que sejam aplicadas normas modernas e rígidas na preservação do prédio histórico. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)