17 de novembro de 2005

Casan planeja instalação de usina de lixo no Rio Tavares

Uma enorme área no Rio Tavares, pertencente à Companhia de Águas e Saneamento de SC (Casan), pode abrigar nos próximos anos uma grande usina de beneficiamento de resíduos sólidos (lixo), com capacidade para beneficiar a produção diária de uma população de nada menos do que 250 mil habitantes. A intenção foi revelada na segunda quinzena do mês passado pelo presidente da empresa, Walmor de Luca, e divulgada pelo jornal Diário Catarinense. A assessora de comunicação da empresa, Suzete Antunes, em informação atribuída ao diretor de Expansão da Casan, Valmir Piacentini, confirma que a empresa tem interesse de ingressar no ramo de coleta e tratamento de resíduos sólidos. A Casan, de acordo com a assessoria, possui área na região, que teria mais de 140 hectares (1,4 milhão de metros quadrados). Piacentini repassa informação, contudo, que no momento a destinação de tal área para o projeto estaria apenas no âmbito das alternativas, já que a empresa possuiria outros terrenos na Grande Florianópolis com capacidade para abrigar o projeto. Ressalta ainda que o ingresso no ramo do tratamento de resíduos sólidos exigiria também mudanças no estatuto da própria Casan, que não prevê tal atividade, além da montagem de uma nova empresa para gerir o serviço. O dirigente, através da assessoria, pondera ainda que a referência à área no Sul da Ilha teria apenas intuito de mostrar o potencial da empresa para o setor, não existindo ainda qualquer estudo visando a sua instalação na região. O anúncio da intenção da Casan de derivar para a área de tratamento de resíduos sólidos, com a possível instalação de usina no Sul da Ilha, surgiu após o prefeito da capital, Dário Berger, anunciar que não pretende renovar o contrato de concessão com a empresa, para a execução de serviços de água e esgoto em Florianópolis, que vence em dezembro de 2006. A Casan vem perdendo a concessão para serviços de água e esgoto em diversas cidades catarinense e no primeiro semestre deste ano sofreu sua maior perda, o contrato de prestação de serviços na maior cidade do estado, Joinville. O ingresso no mercado de lixo seria visto pela diretoria da empresa como uma das alternativas mais promissoras para driblar os prejuízos decorrentes dessas perdas.