17 de novembro de 2005

Perspectivas sobre temporada dividem hoteleiros da capital

As perspectivas em relação à temporada de verão que se aproxima dividem hoteleiros da Ilha de Santa Catarina. O presidente da Associação de Pousadas de Florianópolis (Pousar) e proprietário da Pousada do Ilhéu, no Rio Tavares, Jean Durieux, acredita num crescimento do número de visitantes, especialmente daqueles que se utilizam dos meios de hospedagem tradicionais, na faixa de 10% a 15%. Segundo ele, contribui para essa expectativa a estabilidade econômica do país, que deve resultar num aumento do número de turistas nacionais da capital catarinense. Durieux aponta ainda o Carnaval no final do mês de fevereiro como outro fator positivo para o desempenho da temporada, porque costuma alongar o tempo de permanência dos turistas na praia. O único temor do dirigente é quanto às perspectivas do clima para o Verão 2006. “Tenho informações de que o clima não vai ajudar muito, alguns meteorologistas já andaram dizendo até que poderemos ter um verão chuvoso”, ressalvou Durieux. A Pousar possui entre 25 e 30 associados na capital catarinense. Em relação ao câmbio, que desfavorece a vinda de turistas argentinos, o dirigente da associação de pousadas ressalta que não tem grande impacto para o turismo no Sul da Ilha. “Deve afetar, certamente, a hotelaria de Canasvieiras e Norte da Ilha, mas por aqui não existe dependência do turista estrangeiro”, avaliou. Conforme o dirigente, que possui pousada situada entre o Campeche e Lagoa da Conceição há cinco anos, o predomínio absoluto nesta região é de turistas nacionais, especialmente paulistas, paranaenses e gaúchos. O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis, Tarcísio Schmitt, não vê com tanto otimismo a perspectiva para o Verão 2006. Segundo ele, a tendência, no máximo, será repetir o desempenho registrado na temporada passada. Segundo ele, o principal fator de inibição da demanda seria a baixa cotação do dólar em relação ao real, que desestimula os turistas argentinos, que respondem por nada menos do que 80% dos estrangeiros que visitam a capital. “E se o dólar continuar em queda até o final do ano, a tendência é de termos até um fluxo menor de turistas”, sentencia o dirigente. Schmidt antecipa que não crê numa súbita virada nas perspectivas da temporada. “Não vejo qualquer possibilidade de mudança nessa tendência, se repetirmos o resultado da temporada passada já será muito bom”, assinala. Por causa dessa perspectiva, revela o dirigente, a rede hoteleira da capital praticamente não investiu na ampliação de leitos ao longo do ano. Atualmente, de acordo com ele, possui aproximadamente 28,5 mil leitos em sua rede hoteleira, enquanto na Grande Florianópolis, que inclui municípios como Palhoça, Garopaba e Governador Celso Ramos, são 39 mil leitos. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)