As empreiteiras vencedoras de licitação pública promovida pela Prefeitura da capital deram início, no final de outubro, às obras de pavimentação asfáltica e em lajotas de dezenas de ruas da capital, incluídas na chamada Operação Tapete Preto. O sinal verde para início das obras foi dado pela Prefeitura logo após a liberação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para conclusão do processo licitatório, que estava suspenso desde meados de setembro. No dia quatro deste mês, o prefeito Dário Berger formalizou o início das obras, com a assinatura de termo de autorização para execução de serviços em 75 ruas da capital, das quais 25 previstas para receberem capeamento asfáltico e outras 50 pavimentação em lajotas. Outras 68 ruas e servidões da capital deverão receber autorização para início de obras em dezembro, totalizando as 143 vias previstas pela operação para este ano. De acordo com informação repassada pela Coordenação da Operação Tapete Preto, o Sul da Ilha, incluindo-se aí os bairros de Carianos, Costeira, Saco dos Limões e José Mendes, estaria contemplado com a pavimentação de 51 vias, a maioria com obras já em andamento. No distrito do Campeche, que abrange Morro das Pedras e Rio Tavares, são 16 ruas e servidões contempladas, sendo 11 no Campeche, quatro no Rio Tavares e uma no Morro das Pedras. Curiosamente, a rua contemplada no Morro das Pedras, é a que se encontra em estágio mais avançado. A rua Pedro Manoel Vieira, famosa por abrigar um tradicional estabelecimento hoteleiro e mais recentemente por ser o endereço da supercasa do tenista Gustavo Küerten, começou bem antes da sinal verde do TCE. O coordenador da Operação Tapete Preto, engenheiro Antônio Simões, explica que a licitação já estava concluída e as obras iniciadas antes do Tribunal de Contas determinar a suspensão. “Quando veio a determinação do TCE tivemos que parar a obra e deixá-la em banho-maria, mas agora já retomamos a todo vapor”, comentou. O engenheiro tranqüiliza os moradores dessa rua, descartando a possibilidade dela receber uma pavimentação parcial, por causa do afunilamento que ocorre no seu trecho final, próximo à confluência com a Rodovia SC-406. “Estamos negociando com os moradores, para se permitir o recuo de algumas casas visando a execução da pavimentação integral da rua”, explicou. O mesmo problema, acrescenta o engenheiro, está sendo verificado na Rua das Corticeiras, no Campeche, onde a Prefeitura tenta negociar um recuo nos muros de algumas residências. Considerada uma das regiões mais críticas da cidade, a Tapera está contemplada na Operação Tapete Preto com nada menos do que 17 ruas, todas elas previstas para pavimentação em lajotas. Um levantamento feito no início do ano pela Secretaria de Obras constatou que em Florianópolis existem 823 vias sem pavimentação, de um total de 2.846. Além da Tapera, Campeche e Ribeirão da Ilha também possuem baixo índice de pavimento. O prazo para conclusão das obras iniciadas nesta etapa, revela o engenheiro Simões, é entre seis e sete meses, o que indica que as primeiras pavimentações concluídas devem ser entregues em meados de abril de 2006. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)
17 de novembro de 2005
