10 de fevereiro de 2006

Cineasta ilhéu descobre o bairro e planeja filme sobre pesca artesanal

Co-produtor de um dos raros filmes em longa-metragem da história do cinema catarinense, Procuradas, lançado em 2004, o cineasta e ex-professor de cinema José Henrique Nunes Pires, mais conhecido como Zeca Pires, 44, tem uma relação curiosa com o Campeche. Embora seja nativo da Ilha de Santa Catarina, morou toda sua vida entre os bairros do Centro e Coqueiros, e só recentemente “descobriu” o Campeche, onde reside há pouco menos de um ano. “Achava que conhecia o Campeche, mas depois que vim morar aqui percebi que tem uma energia muito própria, que eu não imaginava”. As circunstâncias que trouxeram o cineasta ilhéu para o Campeche foram simples. “Vim porque apareceu a oportunidade de uma casa legal, com boa vizinhança”, admite. Zeca garante, no entanto, que depois que se instalou na região sua vida mudou para melhor. “A convivência aqui me cativou, moro perto da praia, caminho na areia e tomo banho de mar todos os dias”, conta. “Estou atravessando uma fase muito especial e produtiva de minha vida”, acrescenta. Em menos de um ano no bairro, Zeca garante que criou uma identificação muito grande com o Campeche e planeja permanecer morando no bairro do Sul da Ilha. “Percebo que aqui existe uma comunidade muito preocupada em preservar o meio-ambiente e a qualidade de vida”, observa. Entre os planos do cineasta, que já trabalhou com diretores de cinema consagrados como Cacá Diegues e o catarinense Silvio Back, está a produção em breve de um documentário sobre a pesca artesanal no Campeche. (Foto: Paulo Greuel/Divulgação/JC)