As precárias condições de tráfego das rodovias SC-506 e 406, que cortam todo o Sul da Ilha, se estendendo do Trevo da Seta até o Pântano do Sul, estão com os dias contados. Isso pelo menos é o que garante o presidente do Departamento estadual de Infra-Estrutura (Deinfra), engenheiro Romualdo de França. Segundo ele, devem ser lançados nas próximas semanas os editais de licitação para contratação de empreiteiras que farão um amplo trabalho de revitalização das duas rodovias. Conforme ele, o lançamento dependeria apenas de alguns aspectos técnicos. “Estamos esperando a abertura do orçamento do estado para emitir certificado de reserva orçamentária”. As obras que serão executadas nas duas rodovias, de acordo com o engenheiro, serão do mesmo tipo que foi feito na rodovia SC-401, que leva ao Norte da Ilha, no final do ano. “Será um obra de revitalização do pavimento, recuperando as condições de trafegabilidade das rodovias”, explicou. “Faremos a remoção das deformações profundas, reestabelecimento da camada asfáltica e aplicação de um novo revestimento asfáltico modificado com borracha”, detalhou. Apesar da grande extensão de rodovia envolvida, presidente do Deinfra acredita a obra não deve demorar mais do que 45 a 60 dias para ser concluída, porque boa parte das duas estradas está em boas condições. Os pontos mais críticos estariam localizados na áreas de Cachoeira do Rio Tavares até o Trevo do Rio Tavares e Trevo do Campeche e na Armação do Pântano do Sul. Só a rodovia SC-405, que vai do Trevo da Seta até parte do Alto Ribeirão, possui cerca de 16 quilômetros de extensão. Quanto ao início, o dirigente não arrisca uma data, porque envolve processo licitário, que muitas vezes tem desdobramentos inesperados. “Normalmente, uma licitação demora em torno de 45 a 60 dias, mas as vezes acontece de se estender por até 90 dias, ponderou. Apesar disso, garante que todo o trabalho de revitalização das duas rodovias deve estar entregue até o final do primeiro semestre deste ano. Romualdo salienta, no entanto, que as obras não vão resolver o problema dos eventuais alagamentos que atingem a região, especialmente a Cachoeira do Rio Tavares, porque não abrange sistema de drenagem. “O sistema de drenagem é de responsabilidade do município; pelo que sei, o município parece que já um projeto de drenagem para resolver o problema na área. A obra de revitalização das duas rodovias também não envolve alargamento de pista. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)
10 de fevereiro de 2006
