O esquema de funcionamento 24 horas do Posto de Saúde do Campeche, que integra a Operação Verão e tem previsão de ir até o próximo dia dois de março, resultou numa presença média de 150 pessoas por dia no local, quase o dobro do registrado na baixa temporada. Quem garante é a coordenadora do posto, Nilza Alves Bernardes, que lamenta a falta de espaço físico para todo esse público. “Às vezes temos dificuldade em colocar as pessoas no soro”, explica. Apesar dessa dificuldade, o posto tem conseguido atender as ocorrências dentro desse esquema, graças a três equipes que fazem rodízio ao longo do dia. Quem for ao posto 24 horas, de acordo com ela, contará com o atendimento de um médico (clínico geral), um enfermeiro e um técnico em enfermagem. A equipe conta ainda com vigia, motorista da ambulância e pessoal da limpeza. O pessoal fixo realiza a rotina habitual de trabalho, das oito ao meio-dia e das 13 horas às 17 horas. Na prática, o posto funciona 23 horas, pois ainda fecha para o almoço. Fora desse período, entre 17 horas e 20 horas um segundo grupo realiza horas-extras. Das 20 horas até as oito da manhã do dia seguinte atua o pessoal contratado especificamente para a Operação Verão. Se uma pessoa procurar atendimento durante o dia, o caso não for urgente e o local estiver movimentado, é encaminhada para a tenda no balneário montada pela Prefeitura, próximo do posto, ou para o período noturno, que é mais tranqüilo. Nilza garante que a grande maioria dos atendimentos são problemas comuns da temporada de verão, como febre, vômito, diarréia e queimaduras de sol. À noite, são muito freqüentes os problemas gastrointestinais, seja provocados pela ingestão de alimentos ou excesso de bebida alcoólica. Os medicamentos são fornecidos semanalmente. O posto também conta com o chamado suporte básico de vida, ou seja, equipamentos de oxigênio e entubação, entre outros, e tem condições de atender casos de convulsão e parada cardíaca. Se o paciente precisar ser transferido para um hospital, há uma ambulância à disposição. “Ela tem estado bem parada, a situação está tranqüila nesse sentido”, garante a coordenadora. Além da falta de espaço, outro problema apontado por Nilza é a localização do posto no Campeche. Na avaliação dela, o ponto fica a uma distância muito grande de outros bairros do Sul da Ilha, principalmente por ser o único 24 horas da região. “Ele deveria estar numa região mais central, como a Fazenda”, explica. Isso é compensado em parte pela presença da tenda na área do balneário, que realiza uma média de 30 assistências diárias. Também há um posto 24 horas funcionando na Barra da Lagoa, um esquema de Pronto Atendimento (PA) em Canasvieiras, quatro tendas nas praias de Campeche, Ingleses, Barra da Lagoa e Canasvieiras e um trailer da Secretaria Municipal de Saúde. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)
10 de fevereiro de 2006
