As obras de reforma de parte da Igreja de Nossa Senhora da Lapa, no Ribeirão da Ilha, que recentemente completou dois séculos de existência, deverão ser concluídas dentro do prazo previsto, provavelmente até o final deste mês, de acordo com previsão do padre Antônio Bartolomeu, responsável pela unidade religiosa. O projeto, orçado em R$ 51,5 mil, está sendo inteiramente bancado pela empresa florianopolitana Koerich Comércio e Construção S.A. Para a segunda etapa da reforma, de recuperação da capela-mor e das duas sacristias, no entanto, ressalta o padre Antônio, ainda não há recursos assegurados. O coordenador do Conselho Administrativo e Econômico Paroquial (Caep), Zito Nerto Fraga, que administra a Nossa Senhora da Lapa, afirma que existe interesse por parte da Koerich em patrocinar o restante da reforma, mas isso ainda está no âmbito das intenções. Primeiro, o projeto para a segunda etapa da restauração precisa entrar na Lei de Incentivo à Cultura Municipal e Estadual. Para isso, a empresa se comprometeu a fazer um levantamento geral das condições das sacristias e capela-mor e das obras necessárias à recuperação. Tanto os trabalhos da primeira fase da reforma quanto os estudos relativos à segunda etapa estão sendo realizados por uma empresa subcontratada pela Koerich, a Prospectiva Arquitetura, Restauro e Consultoria, da capital. Enquanto o esforço pela reforma prossegue, a igreja foi homenageada pelos seus 200 anos de fundação no final de fevereiro com uma corrida rústica e apresentação da Banda Nossa Senhora da Lapa. Ao todo 50 atletas participaram da competição, que iniciou no Canto do Rio e terminou na Freguesia do Ribeirão, na frente da Nossa Senhora da Lapa. Os cinco primeiros colocados foram premiados com troféus que reproduzem a imagem da igreja histórica. O templo foi trazido pelos primeiros açorianos que vieram para Florianópolis. A Nossa Senhora da Lapa levou 40 anos para ser construída e foi inaugurada em dois de fevereiro de 1806. É a matriz da paróquia, que reúne 19 comunidades do Sul da Ilha. (Foto: Luís Prates/Arquivo/JC)
21 de março de 2006
