A tão sonhada obra de repavimentação da rodovia Aparício Ramos Cordeiro, que tem pouco mais de quatro quilômetros ligando o Campeche à Tapera, está próximo de virar realidade. O Departamento estadual de Infra-Estrutura (Deinfra) garantiu que as obras prosseguem ritmo acelerado e a expectativa é que sua conclusão aconteça até o final de abril ou início de maio, pelo menos 15 dias antes do prazo previsto. “O tempo tem colaborado e os trabalhos estão bastante fortes”, afirma o presidente do Deinfra, engenheiro Romualdo de França. As obras de recapeamento asfáltico da rodovia do Sul da Ilha tiveram início em dezembro do ano passado. A repavimentação da rodovia está custando aproximadamente R$ 4,7 milhões aos cofres estaduais, sendo R$ 3,5 milhões para a empresa que executa o trabalho efetivo de pavimentação e outros R$ 1,2 milhão para uma empreiteira contratada para trabalhos de controle tecnológico, supervisão, consultoria e fiscalização da obra. A executora da pavimentação é a empresa Conpesa (Construção Pesada), do Grupo Pedrita, cujo sede é no Campeche. França volta a afirmar que está descartado qualquer risco de paralisação das obras por falta de recursos. O presidente do Deinfra ressalta que está sendo dada uma atenção especial ao trabalho de compactação do solo, antes da aplicação da camada asfáltica, para revitar o risco de desgaste rápido do asfalto e novo prejuízo para os cofres públicos. Deficiências no processo de compactação do solo teriam sido as causas da rápida deterioração da rodovia, inaugurada no final de 1997 durante o governo Paulo Afonso Vieira (PMDB). Pouco mais de seis meses após a inauguração, a rodovia já estava em condições precárias de tráfego e até hoje o governo estadual luta na Justiça para obter o ressarcimento dos gastos com a obra junto à empreiteira executora da pavimentação original. As obras na rodovia da Tapera também foram precedidas de um amplo imbróglio até o seu início efetivo. Reivindicada pela comunidade local há vários anos, a obra foi anunciada finalmente no final de março do ano passado pelo ex-secretário estadual de Infra-Estrutura, Edson Bez de Oliveira. O edital para contratação dos serviços foi lançado ainda em abril de 2005, com expectativa de início das obras em agosto do mesmo ano. Sucessivos problemas no processo de licitação, no entanto, foram provocando adiamentos contínuos de seu início para setembro, depois outubro e novembro, mas as obras só acabaram saindo do papel em dezembro. (Foto: Luís Prates/Divulgação/Arquivo/JC)
21 de março de 2006
