21 de março de 2006

Restrição de acesso à Ilha Dona Francisca provoca polêmica

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) informa que desde a primeira quinzena deste mês está monitorando, através de material fotográfico, possíveis atividades irregulares desenvolvidas na Ilha Dona Francisca, localizada na Praia da Tapera, no sudoeste da Ilha de Santa Catarina. Moradores do balneário denunciam que desde janeiro estão sofrendo restrição de acesso ao local, que estaria sendo protegido por seguranças e cães, contratados pelo novo proprietário de parte da área da pequena ilha, que teria construído ainda um muro de pedras na área dos costões.
Após as denúncias, uma equipe da Floram esteve no local e informou que foi constatada a supressão de vegetação nativa, construção irregular do muro e ampliação da residência de um morador, que detém a propriedade de 30% da ilha. O proprietário da área, conforme a Floram, teria sido autuado por degradação do meio-ambiente e restrição ao acesso público ao local, considerado área de preservação permanente. O denunciado deve ser obrigado a recuperar a área degradada e promover a demolição das edificações consideradas irregulares.
As denúncias contra o acusado partiram de um grupo de evangélicos que costuma buscar a ilha para atividades de lazer e descanso, que alega ter sofrido constrangimentos ao tentar o acesso ao local. Localizada a cerca de 300 metros da praia da Tapera, a ilha pode ser acessada a pé durante os períodos de maré baixa.
Os moradores afirmam que o problema teria começado recentemente, após a ocupação pelo novo proprietário. O antigo proprietário, segundo eles, nunca restringiu o acesso ao local, exigindo apenas que não fosse deixado lixo no local. O superintendente da Floram, Francisco Rzatki, disse que o monitoramento vai detectar se as obras que foram embargadas estão sendo continuadas ou não.
(Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)