5 de maio de 2006

Acordo para aliviar ruídos em escola no Campeche

Os prejuízos às atividades escolares provocados pelo barulho das obras de construção da nova escola Brigadeiro Eduardo Gomes, que chegaram a causar a interrupção de algumas aulas em março, foram parcialmente contornadas, através de um acordo firmado entre professores, executores da obra e a Base Aérea de Florianópolis, dona do antigo Campo da Aviação, contíguo à unidade escolar. Como o barulho gerado pelas serras, caminhões e serviços em geral tornava difícil o aprendizado, a Base Aérea cedeu temporariamente parte de seu terreno para abrigar equipamentos e permitir a execução das tarefas construtivas indiretas. Está sendo aguardada apenas a construção de uma sala adequada para utilização e armazenamento das serras. Além disso, está planejada a implantação de isolamento acústico nas salas de aula e ainda, paralelamente, a realização de atividades extra-classe nos dias que ocorrem as etapas de concretagem, que costumam elevar muito o barulho na edificação. A diretora da escola, Marlene Backes, disse, contudo, que as obras estão indo dentro do cronograma, que prevê a conclusão da primeira etapa da nova sede em maio. A dirigente reforça que os transtornos causados agora pelas obras valerão a pena quando os trabalhos estiverem concluídos. A conclusão total da nova obra deve acontecer até o final do ano. “A ampliação era muito necessária por causa da falta de espaço, pois atualmente estamos com 30 alunos por sala”, argumenta Backes. A Brigadeiro Eduardo Gomes é uma das escolas mais antigas do Campeche e do próprio Sul da Ilha, com 60 anos de existência. Conta atualmente, informa a diretora, com 673 alunos divididos em 24 turmas. São 11 salas de aulas, além de sala informatizada, cozinha e biblioteca. Com o novo prédio, a escola passará a ter 26 salas de aula normais e cinco especiais, auditório, rampas e salas multimeios para pessoas com necessidades especiais. (Foto: Divulgação/JC)