Os prejuízos às atividades escolares provocados pelo barulho das obras de construção da nova escola Brigadeiro Eduardo Gomes, que chegaram a causar a interrupção de algumas aulas em março, foram parcialmente contornadas, através de um acordo firmado entre professores, executores da obra e a Base Aérea de Florianópolis, dona do antigo Campo da Aviação, contíguo à unidade escolar. Como o barulho gerado pelas serras, caminhões e serviços em geral tornava difícil o aprendizado, a Base Aérea cedeu temporariamente parte de seu terreno para abrigar equipamentos e permitir a execução das tarefas construtivas indiretas. Está sendo aguardada apenas a construção de uma sala adequada para utilização e armazenamento das serras. Além disso, está planejada a implantação de isolamento acústico nas salas de aula e ainda, paralelamente, a realização de atividades extra-classe nos dias que ocorrem as etapas de concretagem, que costumam elevar muito o barulho na edificação. A diretora da escola, Marlene Backes, disse, contudo, que as obras estão indo dentro do cronograma, que prevê a conclusão da primeira etapa da nova sede em maio. A dirigente reforça que os transtornos causados agora pelas obras valerão a pena quando os trabalhos estiverem concluídos. A conclusão total da nova obra deve acontecer até o final do ano. “A ampliação era muito necessária por causa da falta de espaço, pois atualmente estamos com 30 alunos por sala”, argumenta Backes. A Brigadeiro Eduardo Gomes é uma das escolas mais antigas do Campeche e do próprio Sul da Ilha, com 60 anos de existência. Conta atualmente, informa a diretora, com 673 alunos divididos em 24 turmas. São 11 salas de aulas, além de sala informatizada, cozinha e biblioteca. Com o novo prédio, a escola passará a ter 26 salas de aula normais e cinco especiais, auditório, rampas e salas multimeios para pessoas com necessidades especiais. (Foto: Divulgação/JC)
5 de maio de 2006
