5 de maio de 2006

Escassez de recursos ameaça conclusão de estrada na Tapera

Quem estava empolgado com o propalado ritmo acelerado nas obras de repavimentação asfáltica da rodovia Aparício Ramos Cordeiro, conhecida como a estrada da Tapera, e sonhava em trafegar pelos seus cerca de quatro quilômetros de extensão já remodelados a partir de maio ou junho, pode “ir tirando seu cavalinho da chuva”. O presidente do Departamento estadual de Infra-Estrutura (Deinfra), o engenheiro Romualdo de França, revelou que a obra teve que passar por um reprogramação em função da crise financeira que atinge o estado, e agora provavelmente só deve ficar pronta a partir de julho. “Nós não conseguimos manter o fluxo financeiro que nos permitia antecipar as etapas e agora estamos sendo obrigados a acomodar a obra de acordo com o cronograma original de desembolsos”, justificou o engenheiro. “O governo enfrenta uma crise de caixa, não temos como esconder isso”, acrescentou. França garantiu, no entanto, que por enquanto não existe risco de paralisação total das obras. “Só uma fatalidade pode ocasionar isso, uma limitação técnica de grande monta”, assinalou. Um tipo de acidente que poderia causar a interrupção da obra, exemplificou o presidente do Deinfra, seria uma enxurrada que destruísse todo o sistema de dreno, e obrigasse a reconstrução integral desse sistema. A ocorrência de um dano desse quilate obrigaria um aporte suplementar de recursos que provavelmente o governo estadual não teria como assimilar nesse momento. “Até agora as limitações técnicas que enfrentamos são apenas circunstanciais”, observou o engenheiro. O presidente do Deinfra explicou que por causa da reprogramação de etapas, o início da aplicação da capa asfáltica, que já poderia acontecer em alguns pontos onde foi concluído o adensamento e compactação do solo, está sendo protelada. “Poderíamos já lançar alguma pavimentação, mas estamos fazendo a opção de manter um equilíbrio em todas as etapas da obra”, assinalou. A repavimentação asfáltica da rodovia está custando cerca de R$ 4,7 milhões aos cofres públicos, pagos a duas empreiteiras vencedoras de licitação. (Foto: Divulgação/JC)