Menos de dois anos depois da inauguração da Via Expressa Sul, uma das maiores obras rodoviárias das última décadas em Santa Catarina, o Sul da Ilha pode ser contemplado, ainda neste ano, com mais uma grande obra. A Prefeitura anunciou, no início de abril, que pretende iniciar ainda em 2006 a construção de uma arena multiuso e um pavilhão de exposições na cidade, orçados em nada menos do que R$ 20 milhões, que seriam bancados através de uma parceria entre a Prefeitura e governo estadual. O aterro da Via Expressa Sul é a área mais cotada para abrigar o empreendimento. O primeiro passo para a viabilização dos projetos foi dado no dia sete de abril, quando o prefeito Dário Berger e o governador Luiz Henrique da Silveira, durante uma vistoria às obras de recuperação da Ponte Hercílio Luz, formalizaram termo de compromisso oficializando convênio para realização da obra. A Prefeitura informa que o projeto da arena multiuso está sendo elaborado pela Secretaria Municipal de Obras e deve entrar em licitação ainda no primeiro semestre. O equipamento inclui uma estrutura para shows e jogos com capacidade para 6,8 mil pessoas sentadas, salas para realização de eventos, área para estacionamentos e pavilhão para exposições. O complexo será projetado para ter 22 mil metros quadrados de área construída. Segundo o prefeito Dário Berger, a proposta é fazer com que a arena tenha ainda um sistema de climatização e som adequados para sediar grandes eventos. “É inadmissível que uma cidade com a importância de Florianópolis tenha ainda uma estrutura tão precária nessa área. Mas, isso vai mudar. Vamos colocar a cidade definitivamente no roteiro dos grandes eventos”, exaltou. REAÇÂO – Embora concorde com a importância de uma arena multiuso para a capital, o vereador João Batista Nunes (PDT), vê uma inversão de prioridades na construção do empreendimento. “Acho que esse empreendimento é importante para a cidade, para atrair eventos culturais e esportivos, mas acho que seria prioritário investir em segurança”, ponderou. “Precisamos investir no monitoramento de ruas e equipamentos públicos, porque a marginalidade está se expandindo a cada dia e a sociedade está se tornando refém dos criminosos”, recomendou. (Foto Divulgação/JC)
5 de maio de 2006
