Depois do retardamento de cerca de 60 dias no seu início, em função de desacertos com a Prefeitura da capital, a construção da futura policlínica municipal do Rio Tavares, ao lado do terminal de integração do bairro, “deslanchou e vai voar”, garante o sócio-proprietário da construtora Inex Engenharia, Gilberto Pereira, responsável pela edificação. O dirigente informou, na primeira quinzena deste mês, que já foram completadas as fundações e a primeira laje do prédio. A expectativa, de acordo com ele, é ter toda a estrutura básica pronta ainda em agosto, permitindo, com isso, que a policlínica estará concluída até dezembro deste ano, dois meses após o prazo inicial fixado na contratação do serviço com a Prefeitura. O dirigente da empreiteira garante, contudo, que não teme sofrer sanções da administração municipal, como rescisão e proibição de participar em licitações, conforme determina o contrato, caso a instalação não fique pronta até outubro. “Boa parte do atraso ocorreu por causa de problemas burocráticos da própria Prefeitura e eles sabem disso”, argumentou Pereira. O engenheiro da Secretaria Municipal de Saúde, Aurélio Rocha, que acompanha os trabalhos, acredita, no entanto, que ainda é possível terminar a policlínica em outubro, conforme previsto inicialmente, “se a empresa se esforçar para isso”. As obras da policlínica do Rio Tavares tiveram iniciam em meados de maio. Pereira revela que a edificação não precisou usar estacamento (bate-estacas) na confecção das fundações que darão suporte aos pavimentos, porque uma análise geológica considerou prescindível esse processo. “Foi feita uma análise do solo e a qualidade é do terreno é muito boa, então não foi necessário”, justificou. A policlínica, que está localizada ao lado do Terminal de Integração do Rio Tavares (Tirio), terá ao todo três pavimentos e uma área construída de 1.955 metros quadrados. O custo da obra está estimado em R$ 1,26 milhão. A obra deverá abrigar diversos serviços médicos e odontológicos e atendimento em várias especialidades médicas. De acordo com informação da Secretaria Municipal de Saúde, está também previsto o funcionamento de serviço de pronto-atendimento, anexo ao empreendimento, com funcionamento 24 horas, através de convênio com o governo estadual. Apesar de sua imponência, a policlínica enfrenta resistência de alguns dirigentes comunitários. O presidente da Associação de Moradores do Campeche (Amocam), Adir Vigânigo, considera prioritário o reaparelhamento dos postos de saúde dos bairros locais, a maioria saturados, embora não descarte a importância do futuro empreendimento. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de julho de 2006
