28 de novembro de 2006

Celesc investe R$ 7,7 milhões para ampliar rede de energia no Sul da Ilha

A Celesc planeja iniciar, a partir deste mês, a primeira etapa das obras de ampliação na capacidade de transmissão da subestação do Sul da Ilha, localizada no Trevo do Campeche, que abastece a região. O chefe da divisão de Subestações da Celesc, Jânio Búrigo, explica que os trabalhos estão divididos em duas etapas: a primeira, que deve iniciar ainda neste mês, é a construção de uma entrada de linha que trará um incremento de 138 kilovolts (kv) na capacidade de transmissão da subestação, atendendo todo o Sul e bairros próximos. Essa obra está orçada em R$ 6 milhões e tem expectativa de conclusão até maio do ano que vem. A segunda etapa está prevista para iniciar no primeiro trimestre do ano que vem. Trata-se da instalação de um novo transformador, com capacidade para 26 megavolts-ampéres. As obras estão orçadas em R$ 1,7 milhão e devem levar cerca de cinco meses. “O transformador deve estar pronto quase ao mesmo tempo em que a entrada de linha”, afirma Búrigo. A operacionalidade efetiva das ampliações da Celesc na subestação do Sul da Ilha, no entanto, estão atreladas ao início das atividades da nova subestação da Eletrosul, planejada para o Sul da Ilha. “A questão é que a nova subestação da Eletrosul vai fornecer energia para a da Celesc, então toda a ampliação depende dessa obra”, explica Búrigo. Para reforçar o abastecimento de Florianópolis e ajudar a prevenir apagões como o que ocorreu em 2003, a Eletrosul planeja construir duas novas subestações de energia elétrica, em Biguaçu e Florianópolis, uma delas no Rio Tavares, com cabos de transmissão passando entre a Tapera e Ribeirão da Ilha. A expectativa inicial da empresa de licitar a subestação e iniciar os trabalhos de construção ainda em novembro foi frustrada pelo Ibama, que ainda não expediu a Licença Ambiental Prévia para a obra. Após a liberação da licença, em data ainda indefinida, a expectativa da Eletrosul é que, entre licitação e construção, a subestação leve cerca de nove meses para entrar em operação. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)