A Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) informa que deu início no dia 15 deste mês aos trabalhos de preparação da cidade para a chegada dos turistas e manutenção e limpeza de Florianópolis durante a temporada. No início de novembro, a empresa realizou concurso público em regime temporário para contratar pessoal extra. Ao todo, terá mais 192 auxiliares operacionais, 65 garis e 14 motoristas. O gerente do Departamento de Limpeza Pública da Comcap, Joaquim de Souza, explica que os bairros do Campeche, Armação do Pântano do Sul, Açores e Tapera passarão por uma limpeza completa, incluindo varredura, capina e roça manuais. Conforme o dirigente, haverá três equipes trabalhando simultaneamente nessas áreas e expectativa é de que os bairros estejam prontos para receber os visitantes até o dia 23 dezembro. A partir daí haverá manutenção diária da limpeza até 15 de março. A coleta de lixo também trabalhará em regime especial durante a operação. No Campeche, será realizada às terças, quintas e sábados e na praia também aos domingos, às sete da manhã. No Pântano do Sul, a coleta será feita no mesmo horário, diariamente. Na Solidão, Caieira da Barra do Sul, Ribeirão da Ilha, Alto Ribeirão e Rodovia Baldicero Filomeno, na segunda, quarta, sexta e domingo, também às sete horas. O gerente do Departamento de Resíduos Sólidos da empresa, José Wilson, informa que o tamanho da operação em princípio é o mesmo da realizada no ano passado. O efetivo extra representa quase o dobro do quadro normal da Comcap. Wilson ressalva que a demanda nos bairros será fiscalizada diariamente e, caso haja necessidade, os serviços serão ampliados. Além do aumento na coleta normal, o Campeche continuará com a coleta seletiva às sextas-feiras pela manhã. A Intendência do Campeche, que atende ainda o Rio Tavares e parte do Morro das Pedras, informou que também iniciou trabalhos de arrumação na região. O intendente Edmilson Rosar admite, no entanto, que a capacidade da unidade é limitada, inicialmente com apenas um funcionário trabalhando na capina da Avenida Pequeno Príncipe. “Há três intendências, no Campeche, Ribeirão da Ilha e Pântano do Sul, e contamos apenas com uma retroescavadeira e uma niveladora para atender todas”, reclama. Rosar atribui o problema, no entanto, a uma espécie de “herança maldita” deixada pela administração municipal anterior. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de novembro de 2006
