O princípio de crise que se abateu sobre o governo municipal, com a demissão em massa de secretários, depois parcialmente revertida, e o recente imbróglio policial envolvendo seu líder na Câmara, o vereador Juarez Silveira, não comprometem o cronograma de elaboração do projeto de plano diretor participativo, em curso na capital. O presidente do IPUF, Ildo Rosa, um dos demissionários que depois recuou e se manteve à frente do instituto, anunciou no dia 20 deste mês a metodologia que será utilizada para deflagrar o processo de discussão do Plano Diretor Participativo do município. Para que as comunidades possam contrapor a cidade que existe hoje com o modelo que se pretende construir, informa Ildo, serão realizadas audiências públicas nos 12 distritos legalmente constituídos, de onde sairão representantes para compor o Núcleo Gestor do Plano Diretor. Esse núcleo será composto por 10 representantes do governo (já definidos), 16 representantes da sociedade civil organizada (já definidos) e 13 representantes distritais que serão indicados nas audiências públicas. A meta do IPUF é de que até 15 de dezembro este grande grupo de discussão esteja formado para dar início à construção do plano diretor. Conforme o presidente do instituto, a expectativa é chegar ao segundo semestre de 2007 com o plano diretor totalmente elaborado. Salienta que as discussões já estão adiantadas em algumas regiões, como é o caso do Campeche. “Alguns estudos estão prontos ali porque a comunidade é muito articulada, já em outros bairros vai levar mais tempo”, pondera. A nova postura do governo municipal na condução do plano diretor é vista com bons olhos por dirigentes comunitários. O presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Adir Vigânigo, garante que foi um avanço importante para as discussões o governo passar a ouvir a comunidade e realizar as discussões de forma democrática. O dirigente explica que já existem planos distritais elaborados pelas comunidades do Campeche, Pântano do Sul e Santo Antônio de Lisboa que estão agora sendo discutidos em conjunto com as propostas do IPUF. “As regiões têm características diferentes e isso precisa ser levado em consideração”, pondera. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de novembro de 2006
