Novos imprevistos no processo de adensamento do solo que antecede o recebimento da camada asfáltica final voltaram a adiar, agora por prazo indeterminado, a conclusão e entrega da obra de pavimentação da rodovia Aparício Ramos Cordeiro, conhecida como Estrada da Tapera, que liga o Campeche à Tapera e Ribeirão da Ilha. Depois de anunciar que a obra, que tem pouco mais de 4,7 quilômetros de extensão, estaria finalmente concluída e entregue ainda em novembro, o presidente do Deinfra, engenheiro Romualdo de França, prefere agora não arriscar a possível nova data para entrega da obra, que se arrasta há mais de um ano. França não admite sequer prognosticar sobre a possibilidade da rodovia ser liberada para o tráfego na temporada que se aproxima. Isso porque o adensamento do solo, necessário para a aplicação da camada asfáltica final, vem surpreendendo negativamente os engenheiros. “Surgiu um novo problema de acomodação do solo e tivemos que corrigir, agora é necessário esperar”, justificou França. “Cada problema desses leva 20 dias para a correção”, acrescenta. Deficiências no processo de acomodação do solo antes do asfaltamento foram a causa da falência do primeira pavimentação asfáltica da rodovia, ocorrida há cerca de nove anos, que não resistiu por mais de seis meses ao tráfego de veículos. Depois de sucessivas promessas de conclusão não cumpridas, o presidente do Deinfra afirma, agora, que seu compromisso é “entregar a obra bem feita”. O vai-não-vai da rodovia da Tapera se arrasta desde novembro de 2005, enfrentando ao longo desse período inúmeros imprevistos de ordem técnica e financeira. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de novembro de 2006
