A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) pretende investir ainda neste ano em melhoramentos na Lagoinha Pequena, no Campeche, que foi decretada Patrimônio Natural e Paisagístico de Florianópolis há 18 anos, mas sofre com assoreamento, acúmulo de lixo e ocupação clandestina no seu entorno. O presidente da fundação, o ex-vereador Francisco Ratzki, afirma que deverão ser plantadas mudas de espécies nativas no local e está em estudo a possibilidade de instalação de cercas de madeira para demarcação física do local, além de mais lixeiras e placas informativas para promover educação ambiental da população. Apesar da necessidade, as obras no local não serão realizadas por livre e espontânea vontade. O presidente da Floram explica que os trabalhos na Lagoa Pequena deverão ser executados como medidas compensatórias exigidas pelo Ibama e Fatma para liberar as licenças necessárias à construção da Avenida Beira-Mar Continental, obra totalmente estranha ao Sul da Ilha, devido aos danos que teriam sido causados pelo processo de dragagem. Os recursos para as melhorias na Lagoa da Chica, conforme Rzatki, virão de um empréstimo do Fundo de Desenvolvimento dos Países da Bacia do Prata (Funplata), com captação internacional. A fundação projeta obter em torno de R$ 50 mil. O presidente da Floram antecipa, por outro lado, que ainda não há condições de colocar mais fiscalização permanente no local. “Contamos apenas com dois fiscais na Lagoa do Peri para atender toda a região”, assinala. Garante, no entanto, que a fundação está reflorestando em torno de 200 mudas de espécies nativas da lagoa, tem colocado placas informativas em conjunto com a Comcap e fechou algumas ruas no entorno do local. A lagoinha tem uma área de 27,5 hectares e forma com a Lagoinha da Chica o conjunto de lagoas transformadas em reservas ecológicas tombadas pelo município na planície sedimentar do Campeche. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de novembro de 2006
