28 de novembro de 2006

Obras em rodovias do Sul param na segunda quinzena de dezembro

Iniciadas na segunda quinzena de junho, as obras de revitalização das rodovias do Sul e Leste da Ilha, que nos últimos meses vêm provocando intensos congestionamentos no Campeche e parte da Lagoa da Conceição, serão interrompidas a partir do início da segunda quinzena de dezembro, mesmo que não estejam integralmente concluídas. As obras que ficarem pendentes deverão ser retomadas automaticamente a partir de março do próximo ano, para não prejudicar a temporada, sem implicar em quaisquer custos adicionais para os cofres estaduais, assinala o presidente do Departamento estadual de Infra-Estrutura, engenheiro Romualdo de França. “Essa condição está prevista em contrato, não existe quaisquer riscos dos trabalhos ficarem incompletos”, reforça o engenheiro. Otimista, França ainda acredita, no entanto, que a empreiteira gaúcha Pavitec, que executa as obras de revitalização, possa concluir integralmente os trabalhos até o dia 15 de dezembro próximo. Conforme o dirigente, os trabalhos só não estariam mais avançados por causa de imprevistos no andamento das obras de recuperação em alguns trechos dos cerca de 47 quilômetros de rodovias abrangidos pela revitalização. “Algumas deformações estavam em níveis acima do esperado, que demandaram mais tempo para execução dos serviços”, justifica o engenheiro. Apesar desses entraves, o presidente do Deinfra estimou, na primeira quinzena de novembro, que as obras já teriam superado 80% no que tange à recuperação da malha viária do Sul da Ilha e cerca de 70% do volume total da obra, contabilizando também os trechos situados na região Leste da Ilha. O diretor da Pavitec, Emídio Ferreira, no entanto, é bem mais cético quanto à possibilidade de concluir os trabalhos ainda neste ano, principalmente por causa das restrições para o desenvolvimento do serviço. “Se nos deixassem trabalhar, poderíamos tentar concluir antes da temporada, mas a polícia não nos deixa trabalhar aos sábados e domingos, nem nos feriados, por causa do trânsito”, comentou. Outra alternativa para acelerar os trabalhos seria a execução de trabalhos noturnos, opção que chegou a ser testada há cerca de três meses, mas acabou descartada por motivos técnicos. França, do Deinfra, alega que a temperatura noturna não favoreceria a cura do asfalto, podendo comprometer o padrão de qualidade final da obra. O dirigente da Pavitec, Emídio Ferreira, no entanto, contrapõe essa perspectiva. Para ele, com o calor que predomina nesta época, as obras seriam perfeitamente executáveis á noite, sem quaisquer prejuízos técnicos. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)