Jovens das comunidades de baixa renda do Sul da Ilha de mais três localidades capital, que ganharam uma oportunidade de conquistar melhores perspectivas de vida com o Curso Pré-Vestibular Comunitário, criado em 2005, agora correm o risco de perder essa oportunidade. O cursinho gratuito, um projeto da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), em parceria com Universidade do Estado (Udesc), que aprovou 62 alunos no ano passado em vestibulares, cursos técnicos e concursos públicos, incluindo 32 na UFSC, está ameaçado de fechar as portas por falta de recursos. O governo estadual, que fornecia bolsas de estudo com ajuda de custo para os professores voluntários, suspendeu os repasses. Segundo a coordenadora do curso, Janete Teixeira, as aulas foram iniciadas nos núcleos somente graças à boa vontade dos voluntários. A Secretaria de Estado da Educação teria ficado de confirmar, de acordo com ela, ainda neste mês, se poderá ceder salas no Instituto Estadual de Educação para a realização das aulas. Janete revela que o principal problema é obter recursos para as bolsas, que custam R$ 200,00 por aluno. A previsão para este ano era de dar aulas a 400 alunos inscritos e ela informa que há muitos na fila de espera “Quando nos reunimos com a secretaria, eles solicitaram que a Udesc passasse a financiar as bolsas, só que a universidade não tinha feito nenhuma previsão orçamentária e não dava mais tempo para isso”, explica a coordenadora. O projeto inclui quatro núcleos, o pioneiro no Rio Tavares, e outros três no centro da cidade, no Colégio Aderbal Ramos da Silva (Estreito) e no Colégio Aníbal Nunes Pires (Capoeiras). O curso prevê 20 horas de aulas noturnas durante a semana e a realização de “aulões” aos sábados. São ao todo 60 professores, incluindo 20 voluntários.
18 de junho de 2007
