18 de junho de 2007

Cursinho pré-vestibular gratuito ameaçado de fechar as portas

Jovens das comunidades de baixa renda do Sul da Ilha de mais três localidades capital, que ganharam uma oportunidade de conquistar melhores perspectivas de vida com o Curso Pré-Vestibular Comunitário, criado em 2005, agora correm o risco de perder essa oportunidade. O cursinho gratuito, um projeto da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), em parceria com Universidade do Estado (Udesc), que aprovou 62 alunos no ano passado em vestibulares, cursos técnicos e concursos públicos, incluindo 32 na UFSC, está ameaçado de fechar as portas por falta de recursos. O governo estadual, que fornecia bolsas de estudo com ajuda de custo para os professores voluntários, suspendeu os repasses. Segundo a coordenadora do curso, Janete Teixeira, as aulas foram iniciadas nos núcleos somente graças à boa vontade dos voluntários. A Secretaria de Estado da Educação teria ficado de confirmar, de acordo com ela, ainda neste mês, se poderá ceder salas no Instituto Estadual de Educação para a realização das aulas. Janete revela que o principal problema é obter recursos para as bolsas, que custam R$ 200,00 por aluno. A previsão para este ano era de dar aulas a 400 alunos inscritos e ela informa que há muitos na fila de espera “Quando nos reunimos com a secretaria, eles solicitaram que a Udesc passasse a financiar as bolsas, só que a universidade não tinha feito nenhuma previsão orçamentária e não dava mais tempo para isso”, explica a coordenadora. O projeto inclui quatro núcleos, o pioneiro no Rio Tavares, e outros três no centro da cidade, no Colégio Aderbal Ramos da Silva (Estreito) e no Colégio Aníbal Nunes Pires (Capoeiras). O curso prevê 20 horas de aulas noturnas durante a semana e a realização de “aulões” aos sábados. São ao todo 60 professores, incluindo 20 voluntários.