27 de fevereiro de 2008

Comunidade quer prioridade a pedestres e transporte público

Já para o sistema viário e acessibilidade urbana, o documento estabelece que o planejamento do sistema viário deve ter como diretriz a legislação ambiental, com prioridade para as pessoas e não os veículos; o sistema viário também não deve ser indutor de ocupação das áreas de preservação nem reforçar a tendência de privatização dos acessos ao mar; a comunidade rejeita a construção da Via Parque na orla, conforme projetada pelo IPUF, que “promove destruição ambiental, isolamento e insegurança”; o sistema viário deve incentivar o transporte público e permitir o uso compartilhado entre pedestres, bicicletas, veículos leves e pesados, além de preservar passagens e ruas históricas. Nas questões de lazer, históricas e culturais, as diretrizes da comunidade incluem: criação do Parque Cultural do Campeche (Pacuca), do Parque Ambiental Orla do Campeche, dos parques da Lagoa da Chica e Lagoa Pequena; fortalecimento do distrito como pólo educacional e cultural. Segundo o coordenador do Plano Diretor, Ivo Sostizzo, durante o primeiro semestre do ano as propostas das comunidades e entidades serão discutidas dentro de uma visão geral do futuro da cidade. Ele acredita que até junho será possível transformar o resultado dessas análises num projeto de lei, também com aprovação da comunidade em audiências públicas, para ser então encaminhado para aprovação na Câmara de Vereadores. “Nossa expectativa é de que os vereadores não ofereçam muitos obstáculos, até para não ficar contra o que foi aprovado pela comunidade”, explica Sostizzo. O suplente do Núcleo Distrital do Campeche, Ataíde da Silva, defende que, durante as discussões restantes do plano, seja feita uma moratória total de edificações na cidade, não apenas na Bacia do Itacorubi, como no projeto encaminhado à Câmara pelo prefeito Dário Berger. “Não adianta liberar as obras agora enquanto a cidade está sendo planejada, e depois ter que pagar indenizações”, argumenta.