27 de fevereiro de 2008

Escola do bairro reinicia aulas com prédio inacabado

Pelo segundo ano consecutivo, os alunos da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, no Campeche, terão que conviver com alguns transtornos no início do ano letivo. Isso porque, a exemplo do ano passado, as obras da segunda etapa de construção da nova sede da escola e os trabalhos de correção dos problemas detectados em auditoria no segundo semestre de 2007, não foram concluídos até o final de janeiro, como estava previsto. A diretora da escola, Carla Patrícia de Santiago Lapa, temia até não ser possível começar o ano letivo, principalmente depois da enxurrada que atingiu a capital no final de janeiro. “Tivemos alagamento no terceiro andar, o telhado pingando, as janelas e o corrimão não foram trocados, falta colocar os pisos da cozinha e o acabamento do ginásio”, enumerou. A dirigente avisa que todas as salas especiais, como de jogos, danças, artes e vídeos, serão improvisadas como salas de aula porque as previstas estão incompletas. O secretário municipal de Educação de Florianópolis, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, responsabiliza a empresa Inex Engenharia, que está construindo o novo prédio da Brigadeiro Eduardo Gomes, pelos problemas. Ele diz que a empresa tinha prazo de concluir todos os trabalhos até o último dia 31 de dezembro e ainda ganhou uma prorrogação até 31 de janeiro. “Eles dão muitas desculpas, como a chuva, mas não vão receber o valor do contrato até que tudo esteja concluído e será cobrada multa pelo atraso”, afirma o secretário. Pinto da Luz acredita, no entanto, que as aulas poderão ser administradas, mesmo em condições não ideais temporada. O novo prazo estipulado para a construtora entregar a obras integralmente concluídas é no final de março. O proprietário da Inex Engenharia, Gilberto Pereira, diz que a demora ocorreu por causa de falta de mão-de-obra e as intensas chuvas na capital no último mês de janeiro e insiste que os trabalhos estão dentro do previsto. “Estará tudo pronto em cerca de 60 dias”, afirmou Pereira, em meados de janeiro. (Foto: Divulgação/JC)