Pelo segundo ano consecutivo, os alunos da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, no Campeche, terão que conviver com alguns transtornos no início do ano letivo. Isso porque, a exemplo do ano passado, as obras da segunda etapa de construção da nova sede da escola e os trabalhos de correção dos problemas detectados em auditoria no segundo semestre de 2007, não foram concluídos até o final de janeiro, como estava previsto. A diretora da escola, Carla Patrícia de Santiago Lapa, temia até não ser possível começar o ano letivo, principalmente depois da enxurrada que atingiu a capital no final de janeiro. “Tivemos alagamento no terceiro andar, o telhado pingando, as janelas e o corrimão não foram trocados, falta colocar os pisos da cozinha e o acabamento do ginásio”, enumerou. A dirigente avisa que todas as salas especiais, como de jogos, danças, artes e vídeos, serão improvisadas como salas de aula porque as previstas estão incompletas. O secretário municipal de Educação de Florianópolis, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, responsabiliza a empresa Inex Engenharia, que está construindo o novo prédio da Brigadeiro Eduardo Gomes, pelos problemas. Ele diz que a empresa tinha prazo de concluir todos os trabalhos até o último dia 31 de dezembro e ainda ganhou uma prorrogação até 31 de janeiro. “Eles dão muitas desculpas, como a chuva, mas não vão receber o valor do contrato até que tudo esteja concluído e será cobrada multa pelo atraso”, afirma o secretário. Pinto da Luz acredita, no entanto, que as aulas poderão ser administradas, mesmo em condições não ideais temporada. O novo prazo estipulado para a construtora entregar a obras integralmente concluídas é no final de março. O proprietário da Inex Engenharia, Gilberto Pereira, diz que a demora ocorreu por causa de falta de mão-de-obra e as intensas chuvas na capital no último mês de janeiro e insiste que os trabalhos estão dentro do previsto. “Estará tudo pronto em cerca de 60 dias”, afirmou Pereira, em meados de janeiro. (Foto: Divulgação/JC)
27 de fevereiro de 2008
